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A Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (AEFCSH) da NOVA manifestou-se esta quarta-feira solidária com o caso de um jovem palestiniano inscrito num mestrado naquela instituição, que não consegue obter visto para estudar em Portugal.
Tarek Al-Farra, de 23 anos, está inscrito num mestrado na FCSH da Universidade NOVA de Lisboa e até já pagou parte das propinas, mas não consegue obter visto para estudar em Portugal devido à guerra.
“Exige-se, da parte da Universidade NOVA de Lisboa, que sejam garantidos todos os procedimentos que permitam fazer desbloquear este processo e que pressionem o Governo a cumprir as suas obrigações”, escreve a AEFCSH em comunicado.
Tarek vive num campo de refugiados na Faixa de Gaza, a partir de onde partilha nas redes sociais, com milhares de seguidores, relatos das dificuldades vividas pelos palestinianos em consequência da guerra.
Com lugar garantido numa universidade portuguesa, o maior obstáculo neste momento é a obtenção de visto para estudar no país, mas, devido ao conflito com Israel, o escritório de representação de Portugal em Ramallah, na Cisjordânia, não está a fazê-lo, segundo noticiou na semana passada a RTP.
De acordo com a AEFCSH, a situação é conhecida pela universidade e também já foi comunicada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas sem respostas até ao momento.
[Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]
Os representantes dos estudantes têm estado em contacto com o jovem palestiniano e relatam que Tarek Al-Farra vê naquele mestrado “uma nova vida e uma grande oportunidade para sobreviver ao pesadelo (em Gaza) e prosseguir os sonhos em Portugal”.
No comunicado, a AEFCSH reitera a necessidade de o Governo português reconhecer o Estado da Palestina e exige “uma ação que pugne por um cessar-fogo imediato e permanente, pela defesa da Paz no Médio Oriente”.
A Lusa questionou a Universidade NOVA de Lisboa, que não emitiu qualquer posição sobre o caso, e o Ministério dos Negócios Estrangeiros, estando a aguardar resposta.