Depois da pandemia Covid-19, Jane August lançou um desafio a si própria – o de visitar num espaço de três anos todos os museus de Nova Iorque, então reabertos ao público, e documentar cada visita através de um vídeo curto para partilhar no TikTok.
Desde 2021, o plano sofreu alterações. Novos espaços surgiram e novidades em outros museus levaram à necessidade de novas visitas. Com cerca de 40.000 seguidores em todas as redes sociais, a jovem de 26 anos já documentou 136 museus mas ainda lhe faltam 64 para atingir a sua nova meta: concluir o projeto antes de fazer 30 anos, avança a The Associated Press.
Quando começou, o objetivo de August, que até aí não tinha visitado mais do que sete museus, era apenas “poder sair de casa em segurança e vivenciar novamente a cultura da cidade”. Agora, a realidade é outra: “Há alguns pequenos museus que, após a divulgação dos meus trabalhos, veem aumentar os visitantes e o interesse da imprensa. É emocionante desempenhar um pequeno papel neste sucesso.”
De acordo com a jovem que cresceu no Arizona mas vive em Nova Iorque há nove anos, há muito para descobrir para quem estiver disposto a aventurar-se por cantos da cidade onde nunca imaginou estar. Da sua lista de favoritos, destaca o pouco conhecido Poster House, que exibe design gráfico e pósteres publicitários que vão da Art Nouveau à propaganda política e é o primeiro do género no país.
A este juntam-se o Tenement Museum, no sul de Manhattan, o Museum of the Moving Image, em Queens, e três museus em Brooklyn : o Brooklyn Seltzer Museum, o New York Sign Museum e o Red Hook Pinball Museum. A jovem destaca ainda o Paley Center for Media NYC, no centro de Manhattan.”Eles têm arquivos com todos os programas de TV que se possa imaginar. É incrível”, diz August.
Também o passeio gratuito de ferry até Staten Island, com vista para a estátua da Liberdade, vale muito a pena para os visitantes de museus, defende. Segundo August, o bairro abriga, entre outros, “um dos museus mais gays de Nova York, dedicado a um fotógrafo queer”.
Em relação aos custos desta aventura, a jovem disse à mesma agência de notícias que faz bom uso dos passes para museus e que muitos têm dias ou horários em que são gratuitos. Como trabalha à noite, consegue visitar museus a meio da semana.
August, que se tornou-se recentemente uma guia turística acreditada, admitiu que o que a faz continuar são as pessoas “fascinantes e apaixonadas” que vai conhecendo, tanto as que trabalham nos museus, como os entusiastas à procura de algo divertido para fazer.
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