Quando se apresentou a eleições, no culminar de dois anos de trabalho assente na realidade do FC Porto e nas necessidades que detetava no clube, André Villas-Boas via em Andoni Zubizarreta uma pedra basilar na nova estrutura que queria ver em funcionamento no futebol dos dragões. Os primeiros sinais no mercado de verão de 2024 foram positivos, os resultados não apareceram, o espanhol foi perdendo espaço na estrutura, após a saída de Martín Anselmi a posição ficou de vez fragilizada. Esta quarta-feira, o último capítulo da revolução promovida nos azuis e brancos foi fechada: as partes chegaram a acordo para a rescisão.

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“O FC Porto informa os seus associados, adeptos e simpatizantes que o clube e o diretor desportivo Andoni Zubizarreta decidiram, de forma conjunta e amigável, encerrar a sua ligação contratual. A vasta experiência de Andoni Zubizarreta permitiu ao FC Porto estabelecer as bases de um projeto desportivo sólido, suscetível de se desenvolver e consolidar no futuro. Andoni Zubizarreta foi, também, figura central no processo de aquisição e venda de determinados atletas que permitiram não só reforçar o plantel atual do FC Porto como promover a sua sustentabilidade financeira”, anunciaram os dragões em comunicado.

“Definidas as prioridades de ambas as partes para as próximas temporadas, entendeu-se que este seria o momento mais adequado para dar por concluída a relação entre ambas. O FC Porto deseja enaltecer o profissionalismo e a dedicação de Andoni Zubizarreta e deseja-lhe os maiores sucessos pessoais e profissionais no futuro”, acrescenta também o mesmo texto difundido através dos meios do clube.

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O anúncio acabou por ser uma mera confirmação de algo que ficara decidido há mais de dois meses, quando Villas-Boas fez o balanço da primeira temporada desportiva na liderança do FC Porto. A participação aquém das expetativas no Mundial de Clubes assim como a falta de bases para inverter a situação levaram à saída de Martín Anselmi (que também rescindiu contrato nos últimos dias, apesar de ter sido dispensado no regresso dos EUA) mas deixaram também Zubizarreta numa posição mais frágil. A falta de alternativas às saídas de Nico González e Galeno em janeiro foi uma das críticas apontadas ao espanhol, também acusado de ter um salário demasiado elevado para a realidade portista e para os resultados que foram apresentados.

“Quando se vende por inoperância, custa. Quando se vende a dez dias das eleições é grave também para os sócios”, lamenta Villas-Boas

Desta forma, o líder dos dragões encerra o último capítulo da revolução promovida (e prometida) no futebol dos azuis e brancos. André Villas-Boas entendeu que seria melhor trabalhar mais de perto com o treinador escolhido para suceder a Anselmi, Francesco Farioli (uma escolha pessoal do próprio), e chamou mais a si a questão do mercado de transferências. Em paralelo, Tiago Madureira, que entrara com a área de “Negócio e Expansão Internacional”, passou a gerir todas as operações desportivas, nomeadamente o futebol, juntando-se a Henrique Monteiro, gestor executivo que ocupou o lugar do falecido Jorge Costa como delegado no banco. Rui Correia permanece na função de team manager do FC Porto.

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