As rendas vão poder aumentar, em 2026, até 2,25%, com base nos dados da inflação divulgados esta sexta-feira pelo INE (Instituto Nacional de Estatísticas), que ainda não são os definitivos.
Esta é a primeira estimativa. Os dados finais serão conhecidos a 10 de setembro.
A atualização das rendas, anual, é apurada com base na variação média dos últimos 12 meses do índice de preços no consumidor sem a vertente de habitação que se apure a 31 de agosto do ano anterior. Na primeira leitura, o INE apurou um valor de 2,25% para essa taxa, e, assim, o coeficiente de atualização anual de renda será — se este valor for confirmado — de 1,0225. Em termos práticos significa que numa renda de 1000 euros, a subida será de 1022,5 euros, uma subida mensal de 22,5 euros. Ou seja, por cada 100 euros, a subida será de 2,25 euros.
Em 2025 as rendas puderam aumentar 2,16%, o que significa que em 2026 vão voltar a subir.
Mas este é o valor máximo para os contratos que estejam feitos há mais de um ano com base no chamado Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) e no Novo Regime do Arrendamento Rural, cabendo ao senhorio decidir se o fará e informar o inquilino com pelo menos 30 dias de antecedência. Se houver outro mecanismo previsto no contrato para a atualização das rendas, é o acordado entre as partes que vigorará.
Continua em vigor, até 2028, o apoio extraordinário à renda que dá uma ajuda até ao máximo de 200 euros, para quem gaste com a renda desde 35% do rendimento. E para quem está até 6.º escalão do IRS. O apoio está feito para ser automático, mas tem havido problemas e dificuldades na sua concretização. O Ministério das Infraestruturas já fez saber que poderá ter de rever este apoio, e garantiu que irá pagar em setembro os apoios deste ano, retroativamente a janeiro.
(Notícia atualizada e corrigida às 12h00)