O chanceler alemão, Friedrich Merz, acusou esta quarta-feira a Rússia de colocar em perigo vidas humanas na Polónia, um Estado membro da NATO e da União Europeia (UE), após drones russos terem violado o espaço aéreo polaco.

“A Rússia pôs em perigo vidas humanas num Estado que pertence à NATO e à UE. Este comportamento imprudente vem juntar-se a uma longa cadeia de provocações na região do Báltico e no flanco oriental da NATO”, afirmou numa breve declaração.

O chanceler sublinhou que o seu Governo “condena veementemente as ações agressivas da Rússia, acrescentando, no entanto, que considera positivo que a Polónia, juntamente com outros membros da aliança atlântica, tenha sido capaz de detetar e neutralizar as ameaças a tempo.

Merz afirmou que, após a reunião do Conselho do Atlântico Norte da NATO, o principal órgão de decisão política da Aliança composto por todos os Estados membros que foi convocada esta quarta-feira pela Polónia, que a organização “está e continuará a estar preparada para a defesa” dos seus aliados.

Depois de o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, ter afirmado que os aparelhos “foram claramente direcionados” para a Polónia, também o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikorski, corroborou a tese de que os drones foram enviados propositadamente.

“Não temos dúvidas de que não foi um acidente”, declarou Sikorski à imprensa.

O chefe da diplomacia polaca acusou a Rússia de “um ataque sem precedentes, não só em território polaco, mas também no da NATO e da União Europeia”.

O Ministério da Defesa russo rejeitou que o exército russo tivesse a intenção de visar o território polaco.

Para repelir a incursão de pelo menos 19 drones russos foram destacados caças, outros aviões e sistemas de defesa aérea de aliados como a Holanda, Alemanha e Itália em apoio ao exército polaco na madrugada de ontem, sob a coordenação do Comando Aéreo da NATO.

A Polónia e a Alemanha desmentem estas alegações, frisando que os drones russos foram enviados propositadamente.