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Aeroporto de Bruxelas ainda afetado por perturbações e atrasos causados por ataque informático

Este artigo tem mais de 1 ano

O aeroporto de Bruxelas mantém as perturbações significativas no tráfego aéreo devido ao ciberataque registado na sexta-feira, com o cancelamento de 44 partidas e 28 chegadas.

epa08968285 A view of an empty check-in desk at the Brussels Airport's departures hall in Zaventem, Belgium, 27 January 2020. The Belgian government has taken the decision to ban all non-essential travel to and from its territory, from 27 January until 01 March, to avoid the arrival of new variants of the coronavirus disease (COVID-19) in Belgium.  EPA/STEPHANIE LECOCQ
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STEPHANIE LECOCQ/EPA

STEPHANIE LECOCQ/EPA

O aeroporto de Bruxelas manteve este domingo as perturbações significativas no tráfego aéreo devido ao ciberataque registado na sexta-feira, com o cancelamento de 44 partidas e 28 chegadas, disse uma porta-voz da infraestrutura.

Também já foram desviados este domingo seis voos com destino à capital belga, segundo a mesma fonte citada pela agência de notícias espanhola EFE.

A porta-voz do aeroporto, Ihsane Chioua Lekhli, disse à imprensa local que no total estavam previstos para domingo 257 voos a partir de Bruxelas.

Apesar da mobilização de pessoal adicional, mantiveram-se longas filas nos balcões de ‘check-in’ e atrasos em várias operações, uma vez que o processo de registo e embarque teve de ser feito manualmente.

As autoridades aeroportuárias e as companhias aéreas indicaram que se desconhece ainda se o sistema poderá ser totalmente restabelecido a tempo de normalizar os voos na segunda-feira.

O aeroporto de Bruxelas foi atingido na sexta por um ataque informático contra o fornecedor de serviços de ‘check-in’ e embarque, estando a sentir-se impactos na programação de voos desde então, informou a autoridade aeroportuária da capital belga.

Em comunicado, o Aeroporto de Bruxelas afirmou que o ataque, registado na sexta-feira à noite, também afetou vários aeroportos europeus. Há operações afetadas nos aeroportos em Portugal, mas também em cidades europeias como Londres, Dublin ou Berlim.

O incidente fez com que as operações de ‘check-in’ e embarque tivessem de ser realizadas manualmente. A autoridade admitiu que o ataque em Bruxelas “tem um grande impacto na programação dos voos e, infelizmente, vai provocar atrasos e cancelamentos”.

Os aeroportos aconselham os passageiros a verificarem o estado do voo junto da companhia aérea, antes de viajarem para o aeroporto, e a só se deslocarem se o voo estiver confirmado. Uma nota no site do aeroporto de Bruxelas deixa já o aviso aos passageiros de que os constrangimentos nas operações se vão manter pelo menos até este domingo.

Operações em Portugal decorrem “com normalidade”. TAP admite atrasos e cancelamentos

Nos aeroportos portugueses, “a operação aeroportuária decorre com normalidade”, disse à Lusa fonte oficial da ANA Aeroportos de Portugal, acrescentando que a empresa “está a acompanhar e a monitorizar em permanência a situação ocorrida noutros aeroportos europeus”.

O aeroporto de Bruxelas tem ligações diretas com os aeroportos portugueses de Lisboa, Porto e Faro, operadas pelas companhias aéreas TAP, Ryanair, Brussels Airlines, Transavia e TUI fly Belgium.

Já a própria TAP, numa mensagem nas redes sociais, avisa os passageiros que “devido a perturbações nos sistemas informáticos em alguns aeroportos europeus, estão a registar-se atrasos e cancelamentos nalguns voos”. A companhia aconselha os passageiros “a consultar o estado dos seus voos antes de se dirigirem ao aeroporto e, estando os mesmos confirmados, a fazerem-no com mais antecedência do que é habitual”.

Já o aeroporto londrino de Heathrow, o maior da Europa, anunciou que o seu fornecedor de faturação e embarque está com “um problema técnico” que pode causar demoras nas partidas.

Numa mensagem divulgada através da rede social X, Heathrow disse que a empresa Collins Aerospace, encarregada dos sistemas de embarque para “várias ligações aéreas em múltiplos aeroportos a nível mundial” tem “um problema técnico que pode causar demoras aos passageiros que partem”.

“Enquanto, o fornecedor está a trabalhar para resolver o problema rapidamente, recomendamos aos passageiros que consultem o estado do seu voo com a companhia aérea antes de viajarem”, acrescentou a mesma fonte.

Da mesma forma, Heathrow pediu aos passageiros para chegarem ao aeroporto com pelo menos três horas de antecedência para voos de longo curso, ou duas horas para voos domésticos no Reino Unido, com o objetivo de “minimizar as interrupções”.

De acordo com a BBC, o Centro Nacional de Cibersegurança britânico (NCSC) está já a trabalhar com a Collins Aerospace e os aeroportos britânicos afetados. Também estão envolvidos nos trabalhos o “Departamento dos Transportes e colegas das forças de autoridade para perceber na totalidade o impacto do incidente”. “Todas as organizações são encorajadas a usar as diretrizes gratuitas do NCSC, serviços e ferramentas para reduzir as hipóteses de um ataque informático e a reforçar a sua resiliência face às ameaças online”.

O aeroporto de Dublin também está a ser afetado por este incidente informático. A juntar aos atrasos e cancelamentos, as autoridades também tiveram de evacuar o terminal 2 do aeroporto. Segundo as autoridades irlandesas, foi identificado um artigo de bagagem suspeito. “Após uma análise preliminar ao local, a peça de bagagem foi contida e considerada segura para ser retirada do terminal 2”, para que “não tivesse impacto nas operações do aeroporto”, disse um porta-voz da Garda Siochana, a polícia nacional irlandesa, citado pela Sky News.

Comissário Europeia apela a investimento da UE na preparação contra ciberataques

A comissária europeia para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, defendeu que a UE deve investir na preparação perante ameaças reais como o ciberataque que paralisou aeroportos na Bélgica, Reino Unido e Alemanha.

“O ciberataque de hoje, que paralisou os aeroportos de toda a Europa, demonstra quão reais e complexas são as ameaças atuais. A nossa estratégia da União de Preparação reforça a coordenação e apoia os Estados-membros”, disse Lahbib através de uma mensagem nas redes sociais, acrescentando que “devemos investir na preparação para garantir que estamos prontos para qualquer eventualidade”.

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