“Sou recandidato à presidência do glorioso Sport Lisboa e Benfica! Inicio esta caminhada com energia renovada, com ambição reforçada e com a mesma paixão de sempre pelo Benfica e pelas suas gentes. A nossa história e a nossa mística exigem que lutemos pela vitória sempre, em todos os campos, em todos os pavilhões. É com o objetivo de continuar a fazer a crescer o maior clube do mundo que sou novamente candidato. Conto com todos para sermos mais fortes, mais ganhadores. Benfica sempre!”. Foi desta forma, com uma mensagem gravada que foi publicada nas redes sociais da campanha, que o Rui Costa presidente anunciou publicamente que iria haver o Rui Costa candidato – e a utilizar as mesmas páginas, que apenas trocaram o mandato 2021-2025 (que ganhou com 84,4% dos votos) para a nova corrida de 2025-2029.

Mais um dia, mais um candidato: Rui Costa confirma que vai de novo a votos no Benfica (e agora só falta Vieira)

Uma semana e meia depois do afastamento no Mundial de Clubes, com uma derrota após prolongamento com os vencedores da competição (Chelsea), e a 20 dias do arranque oficial da temporada com uma final da Supertaça diante do Sporting, Rui Costa deu o passo em frente para que não subsistissem dúvidas em torno de uma recandidatura à liderança dos encarnados. A partir daí, e com a confirmação de um sexto candidato a uma corrida onde estavam João Diogo Manteigas, João Noronha Lopes, Martim Mayer e Cristóvão Carvalho chamado Luís Filipe Vieira, imperou a versão presidente. Aliás, houve apenas a versão presidente, que com Bruno Lage garantido no comando técnico quis dar prioridade à remodelação de todo o departamento de futebol e ao fecho do mercado de transferências. Os resultados desportivos iam “ajudando”, sendo que antes disso houve ainda a apresentação do projeto Benfica District que gerou várias críticas dos adversários.

“Uma pessoa fraca emocionalmente não pode ser presidente”: Vieira visa Rui Costa e diz que só espera uma resposta para avançar

Só mesmo na semana passada houve o aparecimento do Rui Costa candidato, com o anúncio de uma visita à Casa do Benfica de Paredes que já estava antes alinhavado pelo 26.º aniversário da Casa mas que teve lugar no dia da apresentação de José Mourinho. Os eventos acabaram por coincidir, o presidente do clube da Luz garantia que não existia qualquer tipo de ligação mas estava dado o tiro de partida para a corrida às eleições mais concorridas de sempre no número de candidatos. E foi aí, em Paredes, que o antigo número 10 dos encarnados deixou aquele que será o tom do próximo mês até ao sufrágio do dia 25 de outubro.

220 milhões de investimento, financiamento privado a 15 anos, 37 milhões/época de receita e três inspirações: o Benfica District, em números

“Queria relembrar a toda os nossos sócios como é que entrei como presidente neste clube, talvez no período mais controverso da nossa história. É verdade que passámos por momentos maus no passado também, quer financeiros, quer estruturais. Eu virei presidente da manhã para a noite, para não deixar o Benfica cair. Eu virei presidente do Benfica impreparado. De manhã estava no Seixal a trabalhar com a equipa de futebol e ao fim do dia era presidente. E não esqueço tudo aquilo que vivi nesse período. Não me arrependo porque nunca me escondi nem vou esconder. Naquele período, apareci eu e Francisco Benitez, por quem tenho todo o respeito. Não apareceu mais ninguém. E era aí que se calhar o Benfica precisava de tantos candidatos à presidência. Mas muitos esconderam-se…”, apontou perante cerca de 250 associados.

Mourinho, do novo eu a pensar nos outros ao reparo à equipa: como foi a conferência do regresso 25 anos depois

“Muitos têm ouvido falar da problemática de situação financeira do Benfica. Se ela tivesse problemática, não apareciam seis candidatos. Não sou eu que o digo, é a história do Benfica. Um mandato que termina com um resultado positivo de 34,4 milhões. É um mandato que acaba sem nenhum problema com atletas, funcionários, clubes, fornecedores, serviços externos (…) Viemos de um ano que a frustração aumentou mais pelo facto de termos chegado ao fim da época, a uma semana do final da temporada, com a possibilidade de ganhar tudo. Vindos da vitória da Taça da Liga, uma penúltima jornada que decidia quem partia em primeiro para a última jornada e uma Taça da qual nem quero falar. Mas se, desde pequenino neste clube, aprendi que não há vitórias morais, também não podemos mandar para debaixo do tapete o quanto fomos competitivos e o quanto temos sido competitivos”, acrescentou Rui Costa no mesmo evento na Quinta do Sol, em Paredes.

Num outro âmbito, já esta quinta-feira, o Benfica apresentou o seu primeiro Relatório de Sustentabilidade do do clube e da SAD, altura aproveitada por Rui Costa para elencar algumas das alterações que foram feitas ao longo do mandato. “Foi sob este mandato que reforçámos significativamente as bases do nosso modelo de governance, promovendo uma maior ligação entre o clube e a SAD, tantas vezes, justamente, requerida pelos nossos sócios e adeptos. Apostámos num modelo mais plural e alinhado com as melhores práticas do Código de Governo das Sociedades do Instituto Português de Corporate Governance, com mais supervisão, mais controlo e mais transparência (…) Neste mandato adotámos medidas estruturantes que fortalecem a integridade e a cultura organizacional: instituímos o Código de Conduta, reforçámos os canais de denúncia, criámos a Comissão de Controlo Interno e Partes Relacionadas e aprovámos diferentes medidas e políticas para garantir o cumprimento dos mais exigentes padrões de governança corporativa”, destacou Rui Costa.

Agora chegava a primeira entrevista como candidato na TVI/CNN, tal como já tinha acontecido com o agora adversário Luís Filipe Vieira. E, aqui, os temas não seriam muito distintos: atual momento desportivo, José Mourinho como sucessor de Bruno Lage, situação financeira, o futuro do Benfica. Foi por aí que começou: como convencer os benfiquistas de que merece mais um mandato com os atuais resultados e depois de ter ganho apenas um Campeonato no mandato? “Poções mágicas não tenho. Não tenho eu nem ninguém!”, resumiu, antes de fazer toda a radiografia da temporada à luz de dois problemas: um físico, outro emocional.

“A parte das eleições não é o que me preocupa. Não é perder ou ganhar as eleições que me preocupa. Claro que estou aqui para ganhar, para conseguir renovar este mandato porque acredito que tenho um projeto e tenho feito um trabalho que me leva a tomar esta decisão. Nunca disse que não ao Benfica, não o disse há quatro anos, não seria agora. Estas duas semanas de facto contrariam tudo o que de bom fizemos neste início de época. Partimos para uma época atípica, a iniciar depois de tudo o que se passou no defeso. Vindos de um Mundial de Clubes, que é uma prova importante para o Benfica mas que retira as férias aos jogadores. Sabíamos que iríamos passar algumas dificuldades, sobretudo físicas. Começámos por vencer a Supertaça e entrar na Champions, os dois objetivos iniciais eram esses e foram alcançados. Depois tivemos três resultados que não espelharam o que tínhamos feito até aqui, em casa até”, começou por dizer.

Um empate, uma derrota, o inevitável fim de linha antes das eleições: Rui Costa despede Lage e quer anunciar Mourinho nas próximas horas

“Responsáveis? A responsabilidade é sempre minha, sou o presidente. Eu nunca fujo às responsabilidades. Foram quatro anos muito difíceis, até pelo modo como acabei por ser presidente do Benfica explica bem a dificuldade deste mandato. É óbvio que não estou satisfeito por ter ganho apenas quatro títulos nas últimas três temporadas. É uma mágoa que tenho mas relembro que até ao ano em que fomos campeões, em 2023, o Benfica vinha de um Campeonato em três épocas. O Benfica está a atravessar fase da época que não esperávamos, sobretudo a jogar em casa, que é ainda pior. Temos de dar a volta à situação, até porque não perdemos nada ainda, e isso só se faz com trabalho”, apontou Rui Costa ainda na fase inicial.

“José Mourinho entrou há uma semana, com o devido respeito pelo que Bruno Lage fez. O problema não era Lage, é um problema físico e emocional. É muito evidente. Há desgaste na equipa. Começámos a época com dez dias de férias. Porque despedi Bruno Lage? Porque alguma coisa tinha que mudar. Chegámos a uma altura em que compreendemos ambos que era a melhor solução. Plano? Não houve plano nenhum. Isso significaria que íamos fracassar e nunca íamos fazer isso. Bruno Lage sabe que comigo era impensável.”, destacou, entre a garantia por mais do que uma ocasião de que tem uma relação excelente com o ex-técnico.

Lenços brancos, “demissão” e um descalabro total: o retrato de mais uma noite negra na Luz (e em que Lage pediu “reflexão”)

“Razões para a saída? Evidentemente teve a ver com o jogo com o Qarabag. Nunca tinha contactado Mourinho, nunca o fiz. O que se diz é que Mário Branco tinha feito a cama a Bruno Lage e a Mourinho no Fenerbahçe. Isso não aconteceu. Em nenhum momento vi uma relação inquinada entre o meu diretor geral e treinador, bem pelo contrário. Problemas na marcação do jogo com o Santa Clara? O calendário da equipa profissional é feito com a estrutura profissional do futebol e a equipa técnica. Foram tomadas providências para que os jogadores voltassem das seleções o mais rápido possível. Não houve desaguisado nenhum como querem fazer passar cá para fora”, frisou, a propósito das notícias sobre o não adiamento do encontro frente ao Santa Clara no Estádio da Luz depois das paragens das seleções. “A saída não teve nada a ver com isso”.

A última vez que falei com Bruno Lage foi esta semana, quando foi ao Estádio rescindir o contrato. Se abdicou de muito dinheiro? Abdicou do contrato que tinha até final da época, querendo receber até ao dia em que esteve à frente da equipa. Mostrou a grande qualidade humana que tem. A relação com ele é excelente, de dois amigos, que numa situação profissional tiveram de separar a relação: de um lado está um presidente, do outro está o treinador…”, disse.

A partir daí, Rui Costa deixou o passado e voltou a focar-se num presente chamado Mourinho. Sem querer revelar valores do contrato assinado com o técnico, “até porque qualquer outro presidente de outro clube não faria isso”, o líder dos encarnados disse algo que “balizou” os valores em causa: o vínculo assinado com a formação encarnada não é superior ao que tinha sido feito com Roger Schmidt. “Um treinador desta envergadura paga-se. Estava disponível no mercado mas não deixa de ser um dos melhores treinadores do mundo e com mais títulos. Não é uma questão de transparência, é o salário de um ser humano, não estou autorizado, nem é correto dizer. É um contrato valioso mas não está acima do que foi Roger Schmidt. Três milhões limpos na primeira época e quatro na segunda? Anda à volta disso… É o salário mais baixo que José Mourinho tem desde que saiu de Portugal. A vontade de Mourinho de voltar para o Benfica fez-me acreditar que é o treinador ideal e percebeu a realidade do futebol português e do período eleitoral”, salientou.

José Mourinho teve a perceção exata do momento atual do Benfica e aceitou meter uma cláusula rara, talvez única, onde o clube lhe paga se ele sair e se for ele a a sair, paga ele ao Benfica. É menos de metade do salário que ele tem. É uma medida fantástica na altura que vivemos nós. Trata-se de um treinador dos mais consagrados do futebol mundial”, rematou sobre o tema.

Seguiram-se as contas e a radiografia agora financeira sobre o atual momento dos encarnados. “Sobre os 60 milhões de euros do Empréstimo Obrigacionista, é o que temos pago e temos cumprido na íntegra. Fazemos isso há mais de dez anos. O Benfica nunca falhou com nenhum compromisso. No último empréstimo o Benfica teve 140% de procura. Há razões objetivas e sem desculpas para justificar tudo mas não podemos esquecer que acabamos o mandato com um resultado positivo. Há três pilares essenciais. Entrei em outubro de 2021. O Benfica naquela altura, e ainda hoje aplaudo essa decisão, não cortou com nada, com nenhum salário. A primeira subida da dívida tem a ver com a Covid-19, o segundo foi o investimento que fizemos no futebol de forma controlada sem ir por caminhos perigosos. Neste momento já estamos a recuperar. É um mandato que acaba com os capitais próprios acima dos sociais e que melhorou a receita do clube. Aliás, esta é a melhor receita de sempre do clube, se excluirmos os valores na transação de jogadores”, assegurou.

Uma década com três países, muitos despedimentos e dois troféus europeus: que Mourinho é que está de volta ao Benfica?

Também o antecessor, Luís Filipe Vieira, surgiu na entrevista à luz das duras críticas dirigidas a Rui Costa, que um dia chegou a apelidar de “delfim” mas que entretanto assumiu ter sido “um erro”. “Não vou responder diretamente a Luís Filipe Vieira. É a minha primeira intervenção pública, a propósito das eleições, e sou presidente em funções. É uma pena. Não venho para estes programas lavar roupa suja, pelo respeito que tenho que ter. Irá ser feito um debate com todos os candidatos. Para falar do Benfica, do meu mandato e dos projetos. Nunca mais falei com ele. Se traí Vieira? De todo. Naquele dia [da demissão], aquilo que importava ao Benfica, e foi tudo bem ponderado, a minha entrada como presidente foi do pé para a mão mas aquilo que importava era ter um presidente. Foi o que fiz. Preparado? Usei a expressão impreparado, alguém deturpou. Quem é o ser humano que está preparado, quando de manhã estava no Seixal a tratar do futebol e depois assumi a presidência da maior instituição do país? Mas isso não significa que não tenha tido a responsabilidade de assumir. Foi o que me levou a dar a cara, quando mais ninguém apareceu”, atirou.

Luís Filipe Vieira foi acusado de corrupção, Rui Costa e Domingos Soares de Oliveira saíram ilibados. Porquê?

“Processos de Justiça? Não só tenho a consciência tranquila, como é um dos pilares do mandato: devolver a credibilidade que o Benfica tinha perdido. Durante quatro anos, o Benfica não teve mais problemas com a justiça. Se houve coisa importante e bem feita que fiz neste mandato foi devolver a credibilidade ao Benfica e sei o trabalho que tive de fazer para não termos o que tivemos no passado. Podemos ver que estamos aqui, a discutir a parte financeira do e a parte desportiva, não a judicial. É isso que me orgulha. Se Vieira lesou o clube? Os processos ainda estão a correr, vamos ver o que vão dar. Esperamos que não“, disse, antes de relativizar as sondagens que colocam João Noronha Lopes na frente com uma pequena diferença: “Se não tivesse a convicção que iria ganhar, não estava. Mourinho é um trunfo? Mourinho é treinador. Não foi triunfo eleitoral, de todo. Estamos em período eleitoral e tudo serve para julgar o quer que seja”.

“O que interessa sempre mais são as vitórias. Tivemos quatro troféus mas não deixámos de ser equipa competitiva. Quando digo que tínhamos de conquistar mais, não esqueço a frustração de não ter vencido mais, mas estivemos até ao último dia a poder ganhar todas as competições. Fizemos no meu mandato o melhor percurso europeu a nível de pontuação. Sei o que há a melhorar, tenho essa experiência, estou lá dentro. Muita coisa foi bem feita. O Benfica está hoje muito mais pronto para o futuro do que quando entrei. Dou só um dado: quando entrei como presidente, tinha um plantel com muitos jogadores na folha salarial, hoje é bem mais reduzida, são 26 jogadores na folha salarial. No plantel que herdei tínhamos muitos jogadores acima dos 30 anos. Era um plantel que estava vazio…”, comentou.

Ainda antes de passar para um painel mais alargado na CNN, Rui Costa tocou ainda noutros temas um pouco mais abrangentes. “Plantel? Considero que é equilibrado, o próprio Bruno Lage disse isso. O que mudou com Bruno Lage? Vai-se criando um desgaste. Com a semana que passámos, Bruno Lage percebeu isso também. A derrota com o Qarabag é muito pesada, vinda de um empate com o Santa Clara. Tenho muita pena. Custa-me, doeu-me, mas tenho que pensar primeiro no Benfica. Havia dados que nos faziam entender que era necessário dar uma volta no plantel, criar uma dinâmica diferente. Pedro Proença? O Benfica não apoia a pessoa mas o projeto de Pedro Proença. Percebo os adeptos mas o Benfica, a apoiar este projeto, considera que era o melhor. Na mudança, o Benfica jamais pode estar ausente. João Félix? Houve uma grande expectativa, procurámos que fosse uma certeza mas é impossível para nós combater com clubes árabes. Não consigo combater com os valores que saem da Arábia Saudita”, foi respondendo Rui Costa.

Nessa fase, Rui Costa mudou de estúdio para uma conversa mais alargada que, além dos jornalistas Sandra Felgueiras e José Sousa Martins, contou também com os comentadores Rui Santos, Jorge Baptista, Abel Xavier e André Pipa, figuras que na sua maioria conhecem Rui Costa há décadas ainda dos primeiros tempos de jogador. Nesse ponto, uma das respostas mais longas foi sobre a saída de João Neves para o PSG.

A notícia mais anunciada que só precisava de ser oficial: João Neves confirmado no PSG

“O Benfica necessita de fazer vendas todos os anos, quem disser o contrário está a mentir. Os clubes precisam de vender os seus ativos. Há fases em que precisamos mais do que outros. O Benfica estava necessitado naquele momento mas ao mesmo tempo fez de tudo para ficar com o João Neves. Percebo o adepto do Benfica quando considera que ele foi vendido barato. A jogadores como ele não lhe atribuímos preço mas em termos de mercado não foi assim. A venda dele já vai nos 66 milhões de euros e pode chegar aos 70 milhões. Penso que nesse ano, nesse mercado, foi o [Julián] Álvarez, que saiu do Manchester City para o Atl. Madrid, a única venda mais cara do que ele [75 milhões]. Não tínhamos a possibilidade de ficar mais um ano. O João não queria sair do Benfica, nem o Rui Costa em 1994, mas há coisas que não conseguimos acompanhar. Na situação do João, era inevitável. Custa pelo benfiquismo dele, pela forma como joga”, frisou.

“Se sou um líder, com tudo o que se fala sobre Nuno Costa [chefe de gabinete]? É uma versão porque estamos em Portugal e quando se diz uma coisa, vai-se atrás. Nem quero falar disso. O meu chefe de gabinete é meu chefe de gabinete. É conhecido por toda a gente, tudo o que se faz no Benfica é analisado por todos. Ele faz um trabalho excelente como chefe de gabinete, não é presidente sombra. Faz as suas funções. Não fico surpreendido com essa pergunta. Eu ouvi esta semana que foi ele que despediu Lage. Ele soube que Bruno Lage saiu depois de ter feito a conversa com Bruno Lage… Demissões de vices e líder da Mesa da Assembleia Geral? Não é por não ter mão na máquina, as pessoas entram e saem. Noronha Lopes esteve 58 dias no Benfica. Eu entrei de manhã para a noite, nestes quatro anos fizeram-se inúmeras alterações que beneficiam o Benfica e a minha gestão, mas as demissões aconteceram e o Benfica não parou”, disse a esse propósito.

A concluir, um inevitável sonho: poderão os encarnados sonhar com uma final europeia tendo agora José Mourinho que foi campeão europeu pelo FC Porto? “É um dos sonhos que sempre tive enquanto presidente. Estivemos muito perto de consegui-lo no primeiro ano de Roger Schmidt. Tivemos muita esperança de chegar a essas meias-finais, com o Inter. Quando se tem um treinador como Mourinho sonha-se com isso. Relativamente às conquista europeias de Mourinho, estamos a falar de uma competição diferente. Nessa altura não estavam os tubarões todos. Não estava o PSG, o Manchester City… São tempos diferentes, sem lhe tirar o mérito. Ele mostrou que era possível e continuou a mostrar que era possível por onde passou. E essa também é a nossa ambição. Um treinador destes paga-se”, concluiu Rui Costa.