A líder da Nova Direita, Ossanda Líber, elegeu esta terça-feira a habitação e a segurança como prioridades da candidatura que apresenta às eleições autárquicas para a Câmara Municipal de Lisboa, a realizar em 12 de outubro.

Durante a primeira ação de campanha, que começou no bairro da Mouraria, Ossanda Líber referiu que viu “pessoas a drogarem-se” naquela zona de Lisboa, enquanto percorreu as ruas com a pequena comitiva que a acompanhava.

“Infelizmente é um bairro que tem muitos problemas de segurança“, disse aos jornalistas.

No âmbito da segurança, a candidatura da Nova Direita propõe um aumento do número de agentes da Polícia Municipal em 20% (mais 150 elementos), assim como melhorar a iluminação pública.

“Uma vez na câmara, o que pretendemos é, obviamente, levar sangue novo e resolver os problemas que assolam a cidade”, afirmou já na avenida Almirante Reis, onde contactou com comerciantes.

Para a habitação, a candidata defende o apoio à iniciativa privada para construção de casas, o que passa por desburocratizar o processo, desde o licenciamento.

No programa de candidatura, que distribuiu à população, preconiza a construção de 10.000 habitações acessíveis até 2030 para “famílias necessitadas” e 7.000 para agregados jovens de “rendimento médio”.

O partido quer também reabilitar mil imóveis municipais devolutos e promover cooperativas habitacionais.

No habitual roteiro de campanha, Ossanda Líber foi entrando em lojas e abordando vendedores em quiosques. Em resposta às questões da candidata, a necessidade de mais segurança foi uma constante, mesmo por quem se confessou partidário de outra formação política.

A Nova Direita viu a sua inscrição aceite pelo Tribunal Constitucional em 2024, pelo que se conseguir a eleição no próximo dia 12 de outubro será a primeira vez que terá representação nos órgãos autárquicos de Lisboa.

A líder da Nova Direita defende ainda que seja revertida a delegação de competências para as juntas de freguesia, que afirma não estar a funcionar, nomeadamente na gestão do lixo.

“O que precisamos é de sangue novo, ideias novas e pessoas normais nas autarquias”, declarou a candidata à Câmara de Lisboa.

Concorrem à presidência da Câmara de Lisboa Alexandra Leitão (PS/Livre/BE/PAN), Carlos Moedas (PSD/CDS-PP/IL), João Ferreira (CDU-PCP/PEV), Bruno Mascarenhas (Chega), Ossanda Líber (Nova Direita), José Almeida (Volt), Adelaide Ferreira (ADN), Tomaz Ponce Dentinho (PPM/PTP) e Luís Mendes (RIR).

Atualmente, o executivo municipal integra sete eleitos da coligação “Novos Tempos” – PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança, sete eleitos da coligação “Mais Lisboa” – PS/Livre, dois da CDU e um do BE.