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Autoridades italianas proíbem manifestação de celebração do 7 de outubro em Bolonha

Este artigo tem mais de 6 meses

Grupo tinha marcado um protesto para celebrar a "maior ação de resistência das últimas décadas contra a ocupação colonial sionista". Apesar da proibição, prometem sair à rua esta terça-feira.

epa11350759 Demonstrators attend a rally in support of  Palestinian people, in Turin, Italy, 18 May 2024. More than 35,000 Palestinians and over 1,400 Israelis have been killed, according to the Palestinian Health Ministry and the Israel Defense Forces (IDF), since Hamas militants launched an attack against Israel from the Gaza Strip on 07 October 2023, and the Israeli operations in Gaza and the West Bank which followed it.  EPA/TINO ROMANO
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▲Autarca de Bolonha diz que quem organiza manifestações assim "apenas faz o jogo de quem nega o genocídio em Gaza"

TINO ROMANO/EPA

▲Autarca de Bolonha diz que quem organiza manifestações assim "apenas faz o jogo de quem nega o genocídio em Gaza"

TINO ROMANO/EPA

As autoridades italianas proibiram uma manifestação de celebração do segundo aniversário do ataque do Hamas a Israel de 7 de outubro de 2023, marcada para esta terça-feira na cidade de Bolonha.

A manifestação foi marcada pelo grupo Giovani Palestinesi (Jovens Palestinianos, em português), que descreveu o ataque no Instagram como uma “gloriosa operação” da “resistência palestiniana” que desferiu uma “dura derrota ao sionismo”.

“No segundo aniversário da maior ação de resistência das últimas décadas contra a ocupação colonial sionista, descemos às ruas em apoio ao povo palestiniano e à Resistência, tomando pela enésima vez as ruas de Bolonha”, lê-se ainda.

Segundo o jornal local Il Resto del Carlino, o grupo, de cerca de 200 membros, organiza-se de forma difusa em várias cidades e é de maioria italiana, com o nome a simbolizar a causa central do grupo e não propriamente a origem dos participantes.

A organização de Bolonha participou também em vários protestos na cidade pela Flotilha e pela Palestina, noticiou o jornal La Repubblica. Em 2024, convocou um protesto semelhante, dizendo que a data de 7 de outubro de 2023 era a de uma “revolução”.

O representante do Ministério da Administração Interna na cidade, Enrico Ricci, avisou que esta manifestação seria “totalmente proibida” e que já estavam iniciar o processo para que isso acontecesse. Já o autarca, Matteo Lepore, citado pelo jornal Corriere di Bologna, classificou a demonstração como “vergonhosa” por “sair às ruas a exaltar os atos terroristas de 7 de outubro”.

“Quem promove iniciativas deste tipo não tem nada a ver com quem luta pela paz na Palestina e apenas faz o jogo de quem nega o genocídio em Gaza. O antissemitismo não é a solução, mas sim gasolina no fogo, o ódio que gera mais ódio. Quem organiza estas manifestações quer boicotar o movimento pela paz e Gaza”, acrescentou.

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Na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel disse que a embaixada em Itália tinha protestado “contra as iniciativas depravadas que procuram ‘glorificar’ o massacre de 7 de outubro e trabalhou com sucesso com as autoridades italianas para cancelar o evento“.

Noutra publicação no Instagram, o grupo prometeu que iria sair ainda assim às ruas para reivindicar o “apoio à resistência e ao povo palestiniano”.

“Quem tenta proibir a manifestação não só nos nega o direito de nos expressarmos, mas também nega aos povos sob ocupação colonial o direito de lutar pela sua libertação”, concluiu.

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