Um inquérito das autoridades israelitas revelou um atraso crítico na receção de um aviso do Shin Bet (serviços secretos internos israelitas) sobre atividades suspeitas em Gaza, devido a uma atualização dos sistemas, o que fez com que a polícia só fosse informada depois do início do ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023. Mais concretamente, quatro horas após o primeiro alerta, noticiou o Haaretz.
O alerta foi emitido às 3h03 e tinha como destino as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), o Conselho de Segurança Nacional e a polícia, depois de o Shin Bet perceber que vários membros do Hamas ativaram telemóveis com cartões SIM israelitas na Faixa de Gaza.
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O inquérito, cujas conclusões são agora conhecidas, destinava-se a apurar a razão do desfasamento entre as afirmações dos serviços secretos de que tinham transmitido o aviso à polícia em tempo útil e a alegação da polícia de que tinha recebido a informação demasiado tarde, não conseguido evitar ou minorar as consequências do ataque terrorista.
A polícia israelita culpa então a atualização dos sistemas efetuada na noite anterior do atraso na receção do aviso para as atividades suspeitas do Hamas. Assim, ninguém se apercebeu dos movimento estranhos até ao início da manhã. A polícia não sabia da atualização do sistema e só a descobriu durante o inquérito, que foi realizado no ano passado, destaca o jornal israelita.
Como destaca o Haaretz, as tensões entre a polícia israelita e o Shin Bet perduram até hoje devido a esta alegada falha de informação. Também as IDF enfrentam, desde então. uma crise de confiança devido aos eventos de 7 de outubro e às investigações internas que expuseram erros e aprofundaram as suspeitas mútuas entre todas as organizações de segurança.