Vai a julgamento por mais crimes do que os expostos na acusação o maestro e professor de música de Torres Vedras acusado dos crimes de pornografia, recurso a prostituição e abuso de menores, cometidos na maioria contra alunos.

A juíza do Juízo de Instrução Criminal de Loures pronunciou o maestro por um crime de aliciamento de menor para fins sexuais, seis crimes de pornografia de menores agravado, 14 crimes de importunação sexual agravados (em vez dos nove expostos pelo Ministério Público), três crimes de recurso à prostituição de menores agravados, três crimes de abuso de crianças e um crime de atos sexuais com adolescente. Será julgado em tribunal coletivo.

Mensagens via redes sociais, envio de vídeos e boleias para cometer os crimes. Como agia o maestro acusado de abuso sexual

Destes crimes, o que contém a moldura penal mais gravosa é o de abuso sexual de menores, que pode ser punido com até dez anos de prisão. Além disso, o professor de música pode ser condenado à proibição de exercer atividades profissionais que envolvam contacto com menores e de adotar ou acolher menores num período de tempo entre cinco e 20 anos, indica a informação enviada pelo Tribunal da Comarca de Lisboa Norte ao Observador.

O pedido de abertura de instrução foi feito pelo advogado de defesa, João Maia de Oliveira.

De acordo com o Ministério Público, o arguido de 34 anos cometeu crimes contra vítimas de 13 e 14 anos. Encontra-se em prisão preventiva desde fevereiro no Estabelecimento Prisional de Lisboa, medida que se mantém, segundo a pronúncia do tribunal.

Maestro e professor de Torres Vedras acusado de abuso sexual e recurso à prostituição de menores. Encontra-se em prisão preventiva

A acusação contra o maestro, que desempenhou funções num coro, na E,B 2,3 João das Regras (que o denunciou), na Academia de Música de Óbidos e no Conservatório de Música da Física de Torres Vedras, foi deduzida pelo Ministério Público em junho.