Seis mortos, mais de 300 feridos e vários danos materiais é o resultado, até ao momento, do sismo de magnitude 7,4 na escala de Richter nas Filipinas. Nova réplica de 6,7 foi sentida às 19h12 locais, ativando o alerta tsunami.

Entre os seis mortos está uma mulher de 64 anos, que morreu após o desabamento de um muro, disse Ednar Dayangirang, diretor do Escritório de Defesa Civil da região de Davao, segundo o The New York Times.

Uma segunda morte foi confirmada por Nelson Dayanghirang, governador da província de Davao Oriental, numa casa que também foi afetada pelo sismo. Morreram ainda três mineiros quando um túnel desabou enquanto trabalhavam, na zona montanhosa ocidental de Manai. Além destes, há uma sexta morte na cidade de Davao, de acordo com as autoridades locais.

O sismo provocou danos materiais em edifícios da região, bem como cortes de energia, levando as autoridades a cancelar as aulas e o trabalho na função pública, com exceção dos serviços de emergência. O hospital de Manay também sofreu danos, tendo sido evacuado por segurança.

O Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., disse que os potenciais danos estavam a ser avaliados e equipas de resgate e operações de socorro estavam a ser preparadas e seriam enviadas quando for seguro fazê-lo.

O tremor ocorreu a cerca de 20 quilómetros ao largo da cidade de Manay, na ilha de Mindanau (sul), às 9h43 locais (2h43 em Lisboa), de acordo com dados do Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos (USGS).

Réplica de 6,7 atinge sul de Filipinas após sismo que fez seis mortos

Uma réplica de magnitude 6,7 atingiu o sul das Filipinas e ativou novamente o alerta de tsunami, anunciaram as autoridades.

Um novo alerta de tsunami foi emitido e os moradores das zonas do litoral afetadas, nomeadamente nas províncias de Surigao do Sur, Davao Oriental e Surigao do Norte, foram chamados a retirarem-se imediatamente para áreas mais altas, indicou a agência sismológica filipina.

O novo tremor ocorreu às 19h12 locais a uma profundidade de 62 quilómetros e com epicentro a cerca de 24 quilómetros de distância da cidade de Santiago, parâmetros semelhantes aos do terramoto inicial, de acordo com o Serviço Geológico norte-americano, que regista a atividade sísmica no mundo.

A agência sismológica filipina (Phivolcs) ativou o alerta de tsunami para este novo tremor, tal como tinha feito com o primeiro sismo, de 7,4, que ocorreu cerca de dez horas antes, embora o alerta tenha sido retirado horas depois. A Phivolcs havia relatado cerca de 180 réplicas desde o primeiro terramoto.

O coordenador residente das Nações Unidas nas Filipinas já garantiu que a equipa da ONU nas Filipinas está a avaliar a situação e os danos causados. “Obviamente, veremos se nos pedirão para fornecer algum tipo de apoio, e estamos prontos para o fornecer”, afirmou numa conferência de imprensa esta sexta-feira, segundo a BBC.

A agência vulcanológica das Filipinas pede à população que não entre em pânico e que se prepare para mais fenómenos como este. “Temos que aceitar a nossa realidade de que as Filipinas fazem parte do Anel de Fogo do Pacífico — que de vez em quando seremos abalados por terremotos, erupções vulcânicas e tsunamis. Em vez de entrar em pânico, temos que nos preparar.”

Este sismo e réplica ocorrem 11 dias após um forte terremoto que causou 74 mortes e cerca de 72 mil desabrigados na ilha central de Cebu.

*notícia atualizada às 14h49 desta sexta-feira, dia 10 de outubro