O Exército chinês realizou esta quarta-feira “patrulhas de prontidão para combate” nas águas e no espaço aéreo em torno do atol de Scarborough, disputado com as Filipinas no mar do Sul da China, envolvendo vários tipos de caças e bombardeiros.

Num comunicado citado pela agência noticiosa oficial Xinhua, o Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação Popular (ELP) afirmou que, desde setembro, as suas forças “reforçaram” as patrulhas nas águas e no espaço aéreo de Huangyan Dao, nome dado pela China ao atol de Scarborough, e nas áreas circundantes.

Segundo o ELP, as patrulhas destinam-se a “reforçar ainda mais o controlo das águas e do espaço aéreo correspondentes” e constituem uma “contramedida eficaz” perante “todo o tipo de violações de direitos e atos de provocação”, numa referência indireta às Filipinas.

“Huangyan Dao é território inerente da China (…). As forças do Comando do Teatro Sul salvaguardarão firmemente a soberania e a segurança da China e defenderão com determinação a paz e a estabilidade no mar do Sul da China”, afirmou.

Imagens divulgadas pela Xinhua mostram vários tipos de aeronaves militares, incluindo caças equipados com mísseis e bombardeiros de longo alcance, assim como navios de guerra nas proximidades do atol.

As patrulhas ocorreram apenas três dias depois de unidades navais e aéreas do ELP terem realizado um “exercício de treino conjunto” na mesma zona.

As autoridades de Manila sustentam que Scarborough, conhecido nas Filipinas como Bajo de Masinloc, e outro atol disputado, Second Thomas, se encontram dentro da sua zona económica exclusiva (ZEE), uma faixa de 200 milhas náuticas que, ao abrigo do direito internacional, confere ao país direitos sobre a exploração dos recursos.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]

A disputa territorial entre Pequim e Manila intensificou-se desde a chegada ao poder do Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., em 2022, que reforçou a aliança militar com os Estados Unidos e adotou uma posição mais firme nas disputas marítimas com a China.

As tensões têm aumentado no mar do Sul da China, onde Pequim reivindica quase toda a extensão marítima e mantém diferendos territoriais com vários países da região.

A zona concentra cerca de 12% das reservas pesqueiras mundiais, possui potenciais reservas de hidrocarbonetos e constitui uma rota fundamental para o comércio internacional.