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Vice-presidente da Venezuela nega conspiração para derrubar Nicolás Maduro

Este artigo tem mais de 6 meses

A vice-presidente da Venezuela nega ter planeado com o irmão a destituição de Maduro em troca de poder e acusa a imprensa de contribuir para uma “guerra psicológica” contra os venezuelanos.

epa12294344 Executive Vice President Delcy Rodriguez (L) and National Assembly President Jorge Rodriguez attend a demonstration in support of Venezuelan President Nicolas Maduro in Caracas, Venezuela, 11 August 2025. Hundreds of Chavistas mobilized in Caracas and other regions of Venezuela in response to what they described as threats from the United States after a recent announcement offering a 50 million dollar reward for information leading to Maduro's capture, twice the amount offered in January.  EPA/MIGUEL GUTIERREZ
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▲O jornal Miami Herald avançou na quinta-feira, sem especificar as fontes, que a vice-presidente venezuelana e o irmão, Jorge Rodríguez, teriam falado com Washington sobre a destituição de Maduro em troca da permanência no poder

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

▲O jornal Miami Herald avançou na quinta-feira, sem especificar as fontes, que a vice-presidente venezuelana e o irmão, Jorge Rodríguez, teriam falado com Washington sobre a destituição de Maduro em troca da permanência no poder

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, negou veementemente ter negociado com os Estados Unidos o possível afastamento do Presidente Nicolás Maduro do poder, negando as notícias da imprensa norte-americana.

O jornal Miami Herald avançou na quinta-feira, sem especificar as fontes, que a vice-presidente venezuelana e o irmão, Jorge Rodríguez, teriam falado com Washington sobre a destituição de Maduro em troca da permanência no poder.

“FALSO!! Mais um órgão de comunicação social a contribuir para a guerra psicológica contra o povo venezuelano. Não têm ética nem moral e promovem exclusivamente a mentira e a podridão”, escreveu Delcy Rodríguez, na plataforma de mensagens Telegram.

“A Revolução Bolivariana assenta num alto comando político-militar unido em torno da vontade do povo”, acrescentou a vice-presidente. A mensagem incluía uma foto de Rodríguez ao lado do chefe de Estado e a legenda: “Juntos e unidos com o Presidente Maduro”.

O Miami Herald afirmou que Rodriguez fez a proposta através de mediadores no Qatar, país que intermediou trocas de prisioneiros entre os Estados Unidos e a Venezuela.

Na quarta-feira, outro jornal norte-americano, New York Times, tinha avançado que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou operações da CIA, a agência civil de inteligência estrangeira, na Venezuela contra o Governo, incluindo para “neutralizar” Maduro.

Confrontado com a notícia por jornalistas na Sala Oval da Casa Branca, Trump não negou. “Essa é uma pergunta ridícula para me fazer. Não é propriamente uma pergunta ridícula, mas não seria ridículo da minha parte respondê-la?”, disse o republicano. Na mesma ocasião, Trump afirmou que está a considerar ataques terrestres de forças norte-americanas em território venezuelano contra traficantes de droga. “Não quero dizer mais nada, mas estamos agora a considerar ataques terrestres”, afirmou o Presidente, em resposta à questão de um jornalista sobre a extensão das operações militares, que afirma visarem cartéis de tráfico de droga.

Washington acusa Maduro de liderar uma rede de narcotráfico e recentemente aumentou para 50 milhões de dólares a recompensa pela sua captura. Maduro negou qualquer ligação com o tráfico de droga.

Também na quarta-feira, Maduro acusou os Estados Unidos de pretenderem uma mudança de regime na Venezuela e acusou a CIA de envolvimento em golpes de Estado na região.

Na quinta-feira, o representante permanente da Venezuela junto das Nações Unidas acusou os Estados Unidos de quererem “impor um golpe de Estado” no seu país e pediu ao Conselho de Segurança que “investigue os assassinatos que têm perpetrado”. “Nesta região já é conhecido o seu histórico tenebroso, com processos de desestabilização, sabotagem, contra-insurgência, planeamento de golpes de Estado e magnicídios”, afirmou Samuel Moncada.

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