No rescaldo dos ataques norte-americanos a embarcações suspeitas de envolvimento no tráfico de droga no mar das Caraíbas, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deixou, esta quinta-feira, um apelo em inglês ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump.

“Not war, not war, not war. Yes peace, yes peace, yes peace, forever, forever, peace forever. No crazy war. No a la guerra loca. Not crazy war, please, please. Peace forever, victory forever, victory foverer and peace”, afirmou Nicolás Maduro em inglês e espanhol num discurso público transmitido na televisão venezuelana, apelando a que os Estados Unidos não desencadeiem uma guerra “louca” contra a Venezuela, preferindo manter “paz” e “vitória” para “sempre”.

Até agora, os ataques norte-americanos cingiram-se a embarcações na costa do Mar das Caraíbas, que alegadamente estariam envolvidas em redes de tráfico de droga. Contudo, existe a possibilidade de os Estados Unidos avançarem para operações terrestres contra cartéis num futuro próximo, como, aliás, Donald Trump já deixou no ar.

Num clima de tensão, o Presidente venezuelano ordenou esta sexta-feira o início de exercícios militares na costa venezuelana. Estas operações durarão 72 horas. Nicolás Maduro acusou o “império norte-americano” de levar a cabo uma “guerra psicológica” contra a Venezuela. “Somos ameaçados por palavras diariamente. Palavras para aqui, para ali. Que movam um barco, que movam um míssil”, atirou.

Em simultâneo, os Estados Unidos anunciaram que também vão iniciar operações militares em Trindade e Tobago, uma ilha das Caraíbas que fica bastante perto da costa da Venezuela. Destes exercícios fará parte o contratorpedeiro de mísseis guiados, USS Gravely. Washington justificou a ação como um “compromisso para a segurança regional e para os esforços de cooperação nas Caraíbas”.