O Presidente russo, Vladimir Putin, visitava soldados russos feridos num hospital, quando fez esta quarta-feira o anúncio. A Rússia tinha sido bem sucedida no teste de um novo drone submarino movido a energia atómica e com capacidade nuclear. Após vários anúncios semelhantes, o chefe de Estado voltou a usar a chantagem nuclear para tentar quebrar a unidade do Ocidente — e para mandar uma mensagem para o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, de que a Rússia mantém firmes as suas grandes reivindicações em relação à Ucrânia.
Vladimir Putin garantiu que o submarino não-tripulado Poseidon foi testado com energia nuclear pela primeira vez na terça-feira, descrevendo o feito como um “grande êxito”. O Poseidon “é incomparável em velocidade e profundidade”, garantiu o líderr russo, e “não há forma de o intercetar”. O reator nuclear que o alimenta é “100 vezes mais pequeno” que os dos submarinos e o poder da sua ogiva nuclear é “significativamente maior que o do nosso futuro míssil balístico intercontinental Sarmat”, precisou.
O chefe de Estado russo mencionou pela primeira vez o drone submarino movido a energia nuclear no seu discurso sobre o estado da nação de 2018, juntamente com outras armas em desenvolvimento. Os meios de comunicação social russos noticiaram então que o Poseidon fora concebido para explodir perto de zonas costeiras e desencadear um forte tsunami radioativo.
????????⚡Meet Russia's unstoppable 100T underwater nuclear drone, Poseidon, capable of creating a 200m high radioactive Tsunami, leveling entire coastlines.
Today, President Putin just confirmed the successful test of the weapon. pic.twitter.com/CHCr0e7YuD
— Spetsnaℤ 007 ???????? (@Alex_Oloyede2) October 29, 2025
No teste de terça-feira, o Poseidon deslocou-se a energia nuclear pela primeira vez, indicou Vladimir Putin, sem especificar onde os testes se realizaram ou fornecer mais pormenores.
O Poseidon pode atingir alvos a 10 mil quilómetros de distância e pode viajar a 185 quilómetros por hora. “Não há nada como isto no mundo em termos de velocidade e profundidade de movimento deste veículo não tripulado — e não é provável que venha a haver”, destacou Vladimir Putin.
O Presidente russo também novas informações sobre o míssil de cruzeiro Burevestnik, cujo reator nuclear disse ser “mil vezes mais pequeno” que o de um submarino.
No domingo, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, o general Valeri Gerasimov, informou Putin de que o teste do míssil Burevestnik, realizado a 21 de outubro, fora um êxito total. O míssil percorreu 14 mil quilómetros (8.680 milhas) durante um voo de 15 horas, utilizando combustível nuclear, e realizou manobras que “demonstraram a sua elevada capacidade de evasão aos sistemas de defesa antimíssil e aérea”, disse o líder militar.
Vladimir Putin tem ostentado repetidamente o poderio nuclear da Rússia desde que enviou tropas para invadir a Ucrânia, em fevereiro de 2022, declarando que Moscovo estava preparada para utilizar “todos os meios” para proteger os seus interesses de segurança.