O Presidente da República manifestou-se esta convicto de que os debates entre candidatos presidenciais vão contribuir para que haja “um esclarecimento cabal” dos eleitores até às eleições de 18 de janeiro, num período “curto mas muito rico”.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, no concelho de Cascais, referiu que viu o frente a frente entre António José Seguro e André Ventura, na segunda-feira à noite, na TVI, o primeiro de 28 debates entre oito candidatos presidenciais nos canais de televisão generalistas.

Sem comentar esse frente a frente, o chefe de Estado referiu que “são muitos debates, ao todo mais de 20 debates, durante mais de um mês, em vários canais” e considerou que o horário escolhido, 21h00, “é uma boa hora para os portugueses”.

“São de candidatos tão variados, e num leque tão amplo, que eu penso que serão importantes para o esclarecimento”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República assinalou que faltam precisamente dois meses para as eleições presidenciais e que os debates “vão coincidir no tempo com a apresentação das candidaturas”, que tem como prazo limite 18 de dezembro, daqui a um mês, e exige um mínimo de 7.500 assnaturas de cidadãos eleitores.

“É um período aparentemente muito curto, mas muito rico, e eu estou convencido de que vai haver um esclarecimento cabal, como nas últimas eleições já houve“, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado observou como este período pré-eleitoral agora “está muito marcado pelo peso da comunicação social, sobretudo a televisiva, que é aquela que chega a mais portugueses”, com menor peso da tradicional “campanha de rua” que marcou “as primeiras eleições, todas, e nomeadamente presidenciais” em Portugal.

Interrogado se considera que estes debates são mais decisivos e difíceis do que no seu tempo, o Presidente da República respondeu que sim.

Marcelo Rebelo de Sousa realçou que os frente a frente televisivos vão “até quase ao Natal, até ao dia 22” e que neste período haverá também debates alargados entre os candidatos, incluindo na rádio, e entrevistas, portanto, “muita oportunidade para o esclarecimento”.

“A sobreposição é muito trabalhosa, portanto, é muito trabalho para os candidatos, mas é muito esclarecimento para os cidadãos”, concluiu.

Os oito candidatos que se vão defrontar nas televisões são Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes, candidato com apoiado pelo PSD, António José Seguro, apoiado pelo PS, André Ventura, presidente do Chega e apoiado pelo partido, António Filipe, com apoio do PCP, Catarina Martins, apoiada pelo BE, João Cotrim Figueiredo, apoiado pela IL, e Jorge Pinto, apoiado pelo Livre.

Segundo o portal da candidatura, do Ministério da Administração Interna, há mais 31 cidadãos que se encontram a recolher assinaturas para uma candidatura a Presidente da República.