O vulcão Hayli Gubbi, no nordeste da Etiópia, acordou no domingo depois de um sono de quase 12 mil anos. Lançou uma onda de fumo e cinzas que viajou centenas de quilómetros e se espalhou pela Índia, pelo Iémen, por Omã, pelo norte do Paquistão e que agora segue para a China.

A informação foi avançada pelo Departamento Meteorológico da Índia, que está a acompanhar atentamente as consequências da erupção na Etiópia. Segundo o diretor-geral, o padrão de dispersão indica que a nuvem de cinzas deverá sair em breve do espaço aéreo da Índia. “A nossa estimativa é que as cinzas vulcânicas se desloquem completamente na direção da China até o final da tarde“, afirmou, citado pelo India Today.

Até agora, explicou Mrutyunjay Mohapatra, a nuvem de fumo e cinzas  afetou a parte superior da troposfera — a camada da atmosfera mais próxima da terra, que corresponde aos primeiros 12 quilómetros. “Está a afetar as operações de voo. Não tem impacto na qualidade do ar ou do tempo”, garantiu.

O Hayli Gubbi situa-se na região de Afar e fica a cerca de 800 quilómetros da capital da Eitópia, Addi Ababa. O vulcão entrou pela primeira vez em erupção em 12 mil anos. À imprensa, os moradores na região relataram ter ouvido uma grande explosão no momento da erupção. “Pareceu que uma bomba súbita tinha sido atirada com fumo e cinza”, recordou Ahmed Abdela à AFP.

Um governador local garantiu à agência que não há registo de vítimas. Mohammed Seid sublinhou, no entanto, que a erupção pode trazer consequências económicas para os criadores de gado na região. “Muitas localidades ficaram cobertas de cinzas e, como resultado, os animais têm pouco para comer”, explicou.