Menos de um ano depois de ter alcançado a estrela Michelin, tornando-se assim no segundo restaurante vegetariano em Portugal a alcançar a distinção, o Arkhe, de Alejandro Chávarro e João Ricardo Alves, em Lisboa, vai fechar portas no final do mês de novembro, avançou o Público. Até lá, prepara os últimos jantares e convida a “levar para casa uma parte do Arkhe” ao colocar à venda a garrafeira do restaurante. O espaço do restaurante está à venda por 475 mil euros.
Apesar de parecer repentina, a decisão de encerrarem o restaurante foi ponderada e surgiu da “vontade de parar e mudar”. “A nossa situação familiar também nos pede cada vez mais presença”, explicou o colombiano Alejandro Chávarro ao Público, dando conta que, para além de terem os dois filhos pequenos, o chef tem o pai doente no Brasil. Para o futuro, de acordo com o Expresso, Chávarro — que, em 2020, passou de cliente a chefe de sala e sócio do Arkhe — vai dedicar-se a dar formação e o chef brasileiro João Ricardo Alves deverá regressar ao Brasil por questões familiares. Antes de fecharem, tiveram a preocupação de garantir que os 10 colaboradores encontravam um novo trabalho.
No Instagram anunciaram que vão abrir a garrafeira e a coleção privada do restaurante pela primeira vez convidando clientes habituais e não só a adquirir uma garrafa. “Uma coleção rara limitada e irrepetível. Disponível apenas enquanto existir stock”, lê-se na publicação, que acrescenta: “É mais do que vinho. É o legado do Arkhe”.
Inaugurado em 2019, em Santos, o Arkhe acabaria por se mudar em 2023 para o Rato, onde fica até ao último jantar. A tão esperada estrela Michelin chegou na gala deste ano no Porto como uma surpresa, com nenhum dos sócios presentes na cerimónia uma vez que, por estarem a trabalhar, não tinham quem os representasse. Com o encerramento, Portugal dá agora um passo atrás, contando apenas com um restaurante vegetariano com estrela Michelin: o Encanto de José Avillez e Diogo Formiga.