O julgamento do maestro e professor de música de Torres Vedras acusado de 28 crimes sexuais, cometidos na maioria contra alunos, arranca no dia 27 de janeiro de 2026, às 9h15, no Tribunal Central Criminal de Loures. Para já, está marcada uma segunda sessão a 3 de fevereiro.

O arguido encontra-se em prisão preventiva desde fevereiro de 2025, no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Desempenhou funções num coro, na E,B 2,3 João das Regras (que o denunciou), na Academia de Música de Óbidos e no Conservatório de Música da Física de Torres Vedras.

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Em outubro, o homem de 34 anos foi pronunciado pelos crimes de aliciamento de menor para fins sexuais (um), de pornografia de menores agravado (seis), de importunação sexual agravados (14, mais do que os nove expostos pelo Ministério Público), de recurso à prostituição de menores agravados (três), de abuso de crianças (três) e de atos sexuais com adolescente (um).

Pode ainda ser condenado à proibição de contactos com menores no exercício de atividades profissionais e de adotar ou acolher menores num período de tempo entre cinco e 20 anos.

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O Ministério Público acusou-o, em junho, de cometer vários crimes contra vítimas de 13, 14 e 16 anos. O maestro e professor escolhia alguns alunos e fingia interessar-se pelo seu dia a dia, convencendo-os a partilhar experiências via redes sociais e evoluindo para pedidos de fotografias e vídeos sexuais, que por vezes eram aceites. Consumou os abusos sexuais, alega o Ministério Público, dentro do seu automóvel e numa casa.

O Observador contactou João Maia de Oliveira, o advogado que representa o maestro, mas não foi possível obter resposta do mesmo em tempo útil.