A PSP está a realizar esta quarta-feira buscas na sede do Sindicato dos Enfermeiros (SE), no Porto, no âmbito de um inquérito que investiga o alegado desvio de dinheiro da instituição pelo anterior presidente, indicou fonte judicial à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte, Pedro Costa é suspeito de usar “milhares de euros” do SE “em proveito próprio”, nomeadamente em despesas pessoais e através de levantamentos com cartão bancário.

Segundo uma reportagem da RTP, emitida em abril deste ano, o ex-presidente do SE ter-se á apropriado de cerca de 40 mil euros da estrutura sindical, através de levantamentos em numerário com o cartão bancário do sindicato e do pagamento de despesas pessoais.

A notícia das buscas foi avançada inicialmente pelo Jornal de Notícias online, dizendo que o antigo dirigente sindical é suspeito da prática do crime de abuso de confiança, por, alegadamente, ter gastado dinheiro da estrutura sindical em proveito próprio.

A Lusa tentou contactar Pedro Costa, assim como o atual presidente do SE, mas, até ao momento, não foi possível.

O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto.

Sindicato dos Enfermeiros confirma que buscas no Porto visam anterior presidente

Entretanto, o SE confirmou que as buscas desta quarta-feira à sua sede visam a “anterior direção”, presidida por Pedro Costa.

“O Sindicato dos Enfermeiros confirma que a sua sede foi alvo de buscas por parte do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), no âmbito de um processo que incide sobre a atuação da anterior direção, então presidida pelo enfermeiro Pedro Costa”, refere o SE, em comunicado enviado à agência Lusa.

“A atual direção está totalmente disponível para colaborar com todas as diligências que as autoridades judiciais entendam necessárias, facultando toda a documentação que contribua para o apuramento da verdade dos factos. Caso se comprove que o SE foi lesado, a atual direção pretende ser ressarcida pelos eventuais culpados”, lê-se no comunicado.

A direção do SE, liderada atualmente por Luís Silva, diz ainda que lamenta a situação, “assegurando aos associados o normal funcionamento do sindicato na defesa dos direitos dos enfermeiros e da enfermagem”.