Treze suspeitos foram nesta terça-feira detidos pela Polícia Judiciária (PJ), numa operação realizada na zona de Lisboa e que teve como alvo um grupo que se fazia passar por inspetores da mesma polícia e fazia assaltos em casas de luxo, nomeadamente, na zona de Cascais.

A notícia foi inicialmente avançada pela CNN Portugal, que afirma que a Unidade de Contraterrorismo da PJ deteve “mais de uma dezena” de elementos do grupo que tinha como base um bairro em São João da Talha, em Loures. Simulando buscas policiais, ostentavam falsos mandados de busca e entravam em casas para as assaltar, frequentemente com recurso e violência.

Em comunicado que dá mais detalhes sobre esta “Operação Balaclava”, a PJ explica que as pessoas detidas são suspeitas da prática dos crimes de associação criminosa, roubo qualificado, sequestro agravado, usurpação de funções, detenção de arma proibida e crime cometido com arma.

A investigação, inserida num contexto de criminalidade violenta e organizada, permitiu apurar a existência de um grupo criminoso estável, estruturado e profissionalizado, que, de forma concertada e reiterada, desenvolvia, há pelo menos um ano e meio, múltiplos roubos violentos em residências. Para o efeito, faziam passar-se por polícias, simulando a pertença às forças e serviços de segurança, através do recurso a armas de fogo curtas, crachás, coletes táticos com a menção “POLÍCIA”, balaclavas, instrumentos de imobilização das vítimas, designadamente abraçadeiras, bem como a falsos mandados de busca e apreensão, como se se tratassem de mandados judiciais autênticos”, explica a PJ.

Dinheiro, produtos de luxo e pedras preciosas eram alguns dos bens que os suspeitos levavam das casas, com o intuito de serem vendidos. As vítimas eram, tendencialmente, “previamente selecionadas em função da capacidade económico-financeira”.

Mediante entradas forçadas, ameaças graves e agressões físicas, eram subtraídos bens de elevado valor económico e patrimonial, nomeadamente numerário, ouro e joias, causando elevado alarme social e acentuado sentimento de insegurança”, pode ler-se no comunicado.

A operação policial, na qual foram ainda cumpridos 28 mandados de busca domiciliária, contou com a participação de mais de 200 elementos de várias valências da PJ. “Foram apreendidos vários elementos de prova: objetos em ouro, uma quantia de dinheiro ainda não apurada, produto estupefaciente, munições e armas brancas”, afirma a polícia.

Os detidos “serão presentes à autoridade judiciária competente, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das adequadas medidas de coação”, conclui-se.