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O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assumiu esta sexta-feira que vai voltar a reunir-se em breve com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, no âmbito das negociações para pôr fim à guerra com a Rússia.
“Concordámos com uma reunião de alto nível com o Presidente Trump num futuro próximo. Muitas coisas podem ser decididas antes do Ano Novo”, disse, em mensagem nas redes sociais.
Rustem Umerov reported on his latest contacts with the American side. We are not losing a single day. We have agreed on a meeting at the highest level – with President Trump in the near future. A lot can be decided before the New Year. Glory to Ukraine!
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 26, 2025
Zelensky tinha revelado quarta-feira a versão mais recente do plano de paz patrocinado pelos Estados Unidos da América, que vinha a ser negociado há semanas, entre Washington e Kiev.
O referido documento preliminar impõe o “congelamento” das atuais linhas da frente de combate, mas sem ser adiantada uma solução para os territórios ucranianos ocupados (19%) pela Federação Russa desde a invasão de 24 de fevereiro de 2022.
Os 20 pontos do plano de paz dos Estados Unidos para a Ucrânia (já depois de negociações com Kiev)
A versão original do plano norte-americano versava duas exigências do regime russo liderado pelo presidente Vladimir Putin, que estão ausentes da nova formulação.
A Rússia exige a retirada das forças ucranianas dos territórios do Donbass, ainda sob controlo de Kiev e o compromisso, juridicamente vinculativo, de que a Ucrânia se mantém fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa).
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou que Moscovo estava a “formular sua posição” e recusou-se comentar quaisquer detalhes.
Quinta-feira, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou que o progresso rumo ao fim da guerra era “lento, mas constante”.