O candidato presidencial e líder do Chega, André Ventura, fez este sábado um “apelo final” ao Presidente da República para que adie a reunião do Conselho de Estado para a semana seguinte à segunda volta das presidenciais.
Considerando que nenhum facto novo sobre a situação na Ucrânia exige “a tomada de uma decisão” por parte do Presidente da República, André Ventura considerou que o Conselho de Estado marcado por Marcelo Rebelo de Sousa para 9 de Janeiro para analisar a situação internacional, deve se adiado para depois das eleições, já que dois dos seus membros — ele próprio e Marques Mendes — são membros daquele órgão.
André Ventura acusou ainda Marcelo Rebelo de Sousa de escolher a data de 9 de Janeiro, a dez dias das eleições presidenciais, “apenas para interferir e participar nesta campanha eleitoral” argumentando que “não é tolerável que assim seja”.
O líder do Chega defendeu ainda que, caso a reunião do Conselho de Estado “venha a existir” nessa data, então que seja feito pelos conselheiros de Estado um balanço do mandato de 10 anos de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém, para analisar “o lugar a que conduziu Portugal na cena internacional”.
“Devíamos analisar o papel que Marcelo Rebelo de Sousa nos deixou ao fim de dez anos de mandato na cena internacional”, uma vez que, afirmou, Portugal é ” hoje um país mais fraco internacionalmente”, e com menos “relevo”.
Para Ventura, Marcelo Rebelo de Sousa permitiu a “humilhação”, e o “rebaixamento” do país, sem nunca se levantar para defender o nome de Portugal” nomeadamente perante os países de língua portuguesa.
“É isso que devíamos discutir neste Conselho de Estado”, que será o último a ser presidido por Marcelo Rebelo de Sousa.
Ventura criticou o Presidente da República por não dizer “uma palavra sobre o que se passa na Saúde em Portugal” quando, na sexta-feira e hoje, doentes urgentes “demoraram mais de 11 horas para serem atendidos” e, “em alguns casos, mais de 13 horas”, devido ao encerramento de urgências hospitalares em todo o país.
“É esta fraqueza, é esta incoerência de Marcelo Rebelo de Sousa que devíamos discutir neste Conselho de Estado”, concluiu.
O líder do Chega condenou ainda o facto de o Estado português ter atribuído à família do “GNR morto em serviço, português, Pedro Silva, uma indemnização de 217 mil euros”, por oposição ao montante de 712 mil euros pagos à família do cidadão ucraniano, Ihor Humenyuk, que foi mortalmente agredido nas instalações do SEF em 2020.
A segunda volta das eleições presidenciais, a verificar-se, realiza-se no dia 8 de Fevereiro.