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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falou esta segunda-feira com os homólogos da Finlândia e da Letónia, Alexander Stubb e Edgars Rinkevics, e com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, sobre o seu encontro de domingo com o líder norte-americano, Donald Trump.
A informação foi divulgada depois de uma reunião de cerca de três horas entre Zelensky e o homólogo norte-americano, Donald Trump, na Flórida, durante a qual ambos indicaram progressos rumo a um acordo de paz, embora tenham reconhecido que subsistem “questões espinhosas” por resolver. Os dois líderes anunciaram ainda a criação de “grupos de trabalho” entre a Rússia e a Ucrânia para finalizar um eventual acordo “nas próximas semanas”, sem avançar datas ou locais.
Zelensky publicou três mensagens na rede social X para relatar estas conversas com o trio de líderes europeus, agradecendo o seu envolvimento nos esforços diplomáticos em curso para promover a paz na guerra entre Ucrânia e a Rússia.
“Obrigado, Friedrich, pelos teus conselhos e constante coordenação“, destacou Zelensky sobre a sua conversa com o chanceler alemão. O governante ucraniano abordou com Merz aquilo que chamou a mentira de Moscovo, em referência a relatos de um alegado ataque ucraniano a uma residência pertencente ao Presidente russo Vladimir Putin, e transmitidos esta segunda-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov.
I have just spoken with @bundeskanzler Merz. First and foremost, we discussed the outcomes of the meeting with President Trump and his team in Florida.
I informed him about the main emphases and key issues raised. Thank you, Friedrich, for your advice and for the constant…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 29, 2025
“Moscovo está a tentar sabotar a diplomacia e justificar o prolongamento da guerra. Putin precisa de se habituar à ideia de que deve pôr fim à guerra, aos ataques e ao derramamento de sangue”, alertou Zelensky.
Na mensagem onde divulgou a conversa com o chefe de Estado letão, o líder ucraniano sublinhou que as “notícias falsas” transmitidas pelos russos “confirmam a qualidade” dos encontro e da comunicação com Washington.
I spoke with President of Latvia @edgarsrinkevics. I thanked him for the support and assistance – steadfast since 2022 – which Ukrainians value immensely.
I informed him about my meeting with President Trump and our work with the American negotiating team. We worked very well,…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 29, 2025
“Embora os russos estejam a espalhar notícias falsas para justificar os seus ataques à Ucrânia e prolongar ainda mais esta guerra, as principais agências de informação do mundo precisam de ter acesso a informações precisas”, acrescentou Zelensky, relatando a sua conversa com Stubb.
“Estamos a preparar-nos para novos encontros na Europa, e é importante que tudo seja o mais produtivo possível e que, juntos, combatamos as tentativas russas de sabotar a diplomacia”, acrescentou Zelensky.
I spoke with President of Finland @alexstubb. As always with Alex, we discussed the diplomatic situation, our opportunities and prospects, and the outcomes of the meetings with President Trump and his team. We are preparing new meetings in Europe, and it is important that…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 29, 2025
Segundo Zelensky, o encontro de domingo com Trump serviu, entre outras coisas, para reafirmar as “fortes garantias de segurança” dos Estados Unidos à Ucrânia e para propor um pacote de apoio ao país invadido assim que a guerra terminar.
Na sexta-feira e no sábado, Zelensky já tinha discutido com vários líderes europeus os esforços diplomáticos para um acordo de paz na Ucrânia, após anunciar um encontro na Florida com o homólogo norte-americano, Donald Trump.
O Presidente ucraniano e negociadores de Kiev falaram esta segunda-feira por telefone com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, para coordenar as próximas etapas de um plano de paz para a Ucrânia.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 — após a desagregação da antiga União Soviética — e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.