Já aqui falámos dos pormenores técnicos do novo ID. Polo, o utilitário eléctrico que vai chegar este ano e que apresenta como curiosidade o facto de marcar o abandono das denominações até agora utilizadas pela Volkswagen, ou seja, um ID. seguido de um algarismo (excepção feita para o furgão ID. Buzz). No seu lugar surge a designação herdada de um modelo histórico da marca com motor a combustão e que o mercado conhece bem, no caso, o Polo. Isto faz parte da nova estratégia do construtor que, depois de recuperar o Polo, se prepara para fazer o mesmo com o Golf, o Passat e o Tiguan.
O ID. Polo será o eléctrico mais barato da VW, proposto a partir de 25.000€ na versão mais acessível, mas que depois irá incrementando o valor à medida que o nível de equipamento é reforçado, com destaque para o desportivo da família, o ID. Polo GTI. A data de chegada ao mercado ainda não está definida, mas tudo aponta para que seja apresentado na Primavera, para depois arrancar com as entregas a clientes na segunda metade do ano.
▲ A bagageira é espaçosa e modulável, ultrapassando a do VW ID.3, apesar deste ser mais comprido
Após revelar as formas do modelo em Setembro de 2025, no Salão Automóvel de Munique, onde o ID. Polo surgiu camuflado, o construtor partilhou as características técnicas do utilitário eléctrico em meados de Dezembro e, agora, avança com as imagens (e o vídeo) do interior. Finalmente, é possível ver a nova filosofia da marca para o tablier, painel de instrumentos e ecrã central com os diferentes comandos, estratégia que a VW quer alargar aos próximos modelos eléctricos. Para recordar os motores e as baterias com que a VW vai equipar o ID. Polo, bem como as restantes características técnicas, leia abaixo.
Novo ID.Polo chega em 2026 com 3 motores, 2 baterias e versão GTi
No habitáculo, o destaque vai para o regresso dos botões físicos para funções directas, para evitar que o condutor seja torturado pelos inúmeros menus e submenus do ecrã central. Além disso, os botões são tradicionais, querendo com isto dizer que os comandos hápticos que tanto desagradavam aos clientes desapareceram de vez — o que a VW deve agradecer, pois eram mais caros. O painel de instrumentos mantém-se e até aumenta de dimensões, mas a novidade é que parece ter sido herdado de um Golf de 1974, dado o design vincadamente rétro.
O design do tablier é clean e as suas formas reforçam a sensação de espaço interior, com a zona inferior da consola a prolongar-se entre os bancos anteriores, de forma a fornecer mais espaços de arrumação. Outro dos trunfos não está no tablier, mas sim na bagageira, cuja capacidade é de 435 litros, muito mais do que o Polo a combustão (351 litros) e até do que o ID.3 eléctrico (385 litros).