Esteve para ser denominado ID.2 — o protótipo que lhe deu origem foi inclusivamente apelidado ID.2all —, o que se compreendia por ser o modelo imediatamente abaixo do ID.3 na gama dos eléctricos da Volkswagen, mas o construtor decidiu que depois dos ID.3, ID.4, ID,5 e ID.7, o modelo eléctrico com um comprimento similar ao Polo a combustão iria, afinal, assumir uma denominação convencional: ID. Polo. Um pouco em linha com o que se espera que venha aí em breve, em matéria de novidades, incluindo o ID. Golf, o ID. Tiguan e o ID. Passat, com estes três a substituírem, respectivamente, os actuais ID.3, ID.4 e ID.7.

Além de adoptar denominações convencionais, respeitando a vontade dos clientes, os novos eléctricos da marca germânica assumirão formas mais similares aos actuais modelos a combustão, mais uma vez porque os compradores, ao contrário do que seria de esperar, não parecem ter reagido muito bem a uma estética mais moderna e ousada para os veículos a bateria. Daí que o novo ID. Polo surja como uma evolução na continuidade do Polo a combustão, mas sem as habituais entradas de ar para refrigeração, de que o motor eléctrico não necessita.

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Para abrir o apetite aos potenciais clientes, a Volkswagen avançou com uma série de características do ID. Polo que vai começar a entregar já no próximo ano. Com 4,053 metros de comprimento, 1,816 m de largura, 1,530 m de altura e 2,600 m de distância entre eixos, o ID. Polo é mais curto (ainda que somente 2,1 cm) do que a mais recente versão do Polo a gasolina (a que foi introduzida em 2021), sendo simultaneamente 6,5 cm mais largo, 7,9 cm mais alto (a presença das baterias assim obriga) e com mais 4,8 cm na distância entre eixos. Esta última dimensão tem uma implicação directa no espaço para as pernas de quem se senta no banco traseiro, com a marca a reclamar um incremento de cerca de 2 cm, a que alia ainda uma altura interior igualmente mais generosa. De destacar o aumento da capacidade da bagageira, que no ID. Polo é de 435 litros, bem acima dos 351 litros do Polo a combustão e até melhor do que os 385 litros reivindicados pelo ID.3 que, recordemos, tem um comprimento de 4,264 metros.

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Em termos de motorização, o novo utilitário eléctrico da Volkswagen vai estar disponível com três níveis de potência, designadamente 116 cv, 135 cv e 208 cv, sempre com a unidade motriz instalada no eixo dianteiro. Mais tarde, em 2027, surgirá o ID. Polo GTI com 226 cv, que se assumirá como o desportivo da família. Para alimentar os motores com 116 e 135 cv, o ID. Polo recorre a uma pequena bateria com química LFP (fosfato de ferro-lítio) e uma capacidade de 37 kWh, da qual se pode esperar uma autonomia próxima de 320 km, sendo recarregável em corrente contínua (DC) a 90 kW. Os ID. Polo mais potentes montam uma bateria com 52 kWh de capacidade e uma química com maior densidade energética (NMC, de níquel, manganês e cobalto) que aceita carregamentos em DC a 130 kW e assegura um alcance em redor de 450 km.

O novo ID. Polo foi concebido sobre a nova plataforma MEB+, uma evolução da MEB que é utilizada em todos os actuais ID. O CEO da Volkswagen, Thomas Schäfer, avança que o novo utilitário a bateria será proposto por valores a partir de 25.000€, assumindo-se como uma opção interessante para reduzir os custos de quem procura um veículo eléctrico acessível.