Foi uma semana de loucos em Old Trafford. O Manchester United empatou em Leeds no domingo, Ruben Amorim foi despedido na segunda-feira, Darren Fletcher já somou outro empate com o Burnley na quarta-feira e Ole Gunnar Solskjaer, Michael Carrick e Ruud van Nistelrooy têm sido os nomes mais falados para assumir uma posição de treinador interino até ao final da temporada. Este domingo, porém, o carrossel voltava a girar.
Na terceira ronda da Taça de Inglaterra, o Manchester United tinha a possibilidade de voltar às vitórias e manter-se na luta por uma competição que é sempre um dos objetivos primordiais da época. Contra o Brighton, em Old Trafford, os red devils não só procuravam o primeiro triunfo depois de três jogos sem ganhar como iniciavam um ciclo complexo onde vão defrontar Manchester City, Arsenal, Fulham e Tottenham no espaço de três semanas.
“Ainda não falei com ninguém sobre o meu futuro. Tenho estado concentrado no trabalho que tenho em mãos neste momento, que é preparar a equipa para estes jogos. Ainda não existiram conversas ou pensamentos sobre o meu futuro. Deram-me total responsabilidade e controlo para estes dois jogos. Vou tomar as minhas decisões, liderar a equipa, guiar a equipa e preparar a equipa. É isso que tenho feito. A Taça de Inglaterra é uma competição especial, não estamos na Europa, já fomos eliminados da Taça da Liga e este é um troféu que temos de tentar ganhar”, sublinhou Darren Fletcher na antevisão da partida.
Fora do relvado, porém, o ambiente que se vivia no universo do Manchester United não melhorou com a saída de Ruben Amorim. Os últimos dias assistiram a críticas, protestos e exigências de mudança, com o 1958, um dos maiores grupos organizados de adeptos do clube que conta com mais de 100 mil membros, a agendar uma manifestação contra a Direção dos red devils para o próximo dia 1 de fevereiro.
This protest is for:
* Fans being priced out
* Fans being marginalised
* Fans being banned
* Fans being treated as an inconvenience rather than the lifeblood of this clubManchester United is 150 years old. That proud history, built by generations of supporters, must be…
— The 1958 (@The__1958) January 9, 2026
Assim, este domingo, Darren Fletcher lançava essencialmente a mesma equipa que defrontou o Burnley, mantendo a mudança para a linha defensiva com quatro elementos, mas com uma nuance: Patrick Dorgu subia no relvado, Luke Shaw aparecia no onze e Kobbie Mainoo era titular em detrimento de Casemiro, uma decisão que Ruben Amorim nunca tomou e que tanto o perseguiu. Do outro lado, num Brighton que vinha de um empate com o Manchester City, Fabian Hürzeler tinha Danny Welbeck como referência ofensiva e o reforço Pascal Gross, que chegou do Borussia Dortmund já neste mês de janeiro, no meio-campo.
O Manchester United começou muito melhor e poderia ter marcado logo nos instantes iniciais, com Diogo Dalot a permitir a defesa de Jason Steele na cara do guarda-redes depois de um grande passe de Matheus Cunha (3′). Bruno Fernandes também teve uma boa oportunidade para inaugurar o marcador, com um livre direto rasteiro que Steele afastou (7′), e a ausência de eficácia acabou por trair os red devils.
Ainda dentro do quarto de hora inicial, o Brighton abriu mesmo o marcador. Numa recarga depois de um cabeceamento que Lisandro Martínez parou praticamente em cima da linha de golo, Brajan Gruda atirou certeiro para bater Senne Lammens (12′). Welbeck poderia ter aumentado a vantagem logo a seguir, acabando por finalizar de forma displicente na sequência de um erro brutal de Lammens (15′), e o Manchester United não conseguiu reagir apesar de ter criado vários lances de perigo. Ao intervalo, o Brighton estava a vencer em Old Trafford pela margem mínima.
???? GRUDA MAKES IT 1-0 BRIGHTON AT OLD TRAFFORD!!!!! pic.twitter.com/SfXhCXNLje
— Brighton Bubble (@BrightonBubble) January 11, 2026
Nenhum dos treinadores fez alterações ao intervalo e a lógica mantinha-se, com o jogo muito aberto e o Brighton a recusar-se a cerrar fileiras e recuar no relvado, dificultando as investidas do Manchester United. Lisandro Martínez poderia ter empatado nos primeiros minutos da segunda parte, com um desvio de calcanhar que passou perto da trave (53′), mas o tempo ia passando sem que o golo surgisse e a ansiedade crescente causava decisões precipitadas junto dos jogadores de Darren Fletcher.
O treinador escocês mexeu à passagem da hora de jogo, trocando Kobbie Mainoo e Mason Mount por Joshua Zirkzee e Shea Lacey, mas o golo voltou a aparecer do outro lado: numa bela transição rápida e face à passividade contrária, Danny Welbeck recebeu à entrada da grande área e atirou forte para aumentar a vantagem (64′). Casemiro e Harry Maguire ainda entraram, Sesko reduziu de cabeça já nos últimos minutos (85′), Lacey ainda foi expulso por acumulação de cartões amarelos, mas a verdade é que já nada se inverteu.
O Manchester United perdeu com o Brighton em Old Trafford, somou o quarto jogo consecutivo sem ganhar e está eliminado da Taça de Inglaterra, falhando mais um objetivo da temporada e ficando agora completamente reduzido à Premier League. Num clube tão preocupado com o futuro, a verdade é que todos parecem estar ainda presos ao passado e já ficaram sem presente.
Welbeck dobra a vantagem dos seagulls em Old Trafford ????#sporttvportugal #TAÇAnaSPORTTV #TaçadeInglaterra #ManchesterUnited #Brighton pic.twitter.com/UkulfxLcCC
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Sesko ainda reduziu com assistência de Bruno Fernandes mas não foi suficiente ????
O Manchester United é eliminado da FA Cup em Old Trafford pelo Brighton!#sporttvportugal #TAÇAnaSPORTTV #TaçadeInglaterra #ManchesterUnited #Brighton pic.twitter.com/9Nqg8r3ouS
— sport tv (@sporttvportugal) January 11, 2026