Siga aqui o nosso liveblog sobre o conflito na Ucrânia

O governo britânico anunciou no domingo que vai desenvolver mísseis balísticos para “fortalecer o poder de fogo” da Ucrânia e ajudar o país a “defender-se da máquina de guerra de Putin”. O projeto chama-se Nightfall e foi apresentado como uma competição “para rapidamente” desenvolver mísseis com um alcance de mais de 500 quilómetros, uma carga explosiva de 200 kg e capazes de “operar em campos de batalha de alto risco com forte interferência eletromagnética”.

“Os mísseis Nightfall poderão ser lançados de diferentes veículos, disparando vários mísseis em rápida sucessão e recuando em poucos minutos — permitindo que as forças ucranianas atinjam alvos militares importantes antes de as forças russas conseguirem responder“, lê-se no comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa. Com um alcance previsto de mais de 500 km, será capaz de atingir alvos no território russo.

As autoridades britânicas esperam que seja possível produzir dez mísseis por mês, cada um ao preço máximo de 800.000 libras (cerca de 920.000 euros). “O Nightfall tem como objetivo fornecer à Ucrânia uma opção de ataque de longo alcance poderosa e economicamente viável”, refere o ministério.

Está previsto que três equipas da indústria da defesa recebam nove milhões de libras no âmbito de um contrato para desenhar, desenvolver e entregar os primeiros três mísseis. Terão um prazo de doze meses para o fazer, seguindo-se depois a fase de testes de lançamento.

O ministro da Defesa destacou que é necessário aumentar as capacidades ucranianas face aos ataques russos, lembrando a ofensiva na noite anterior à sua visita a Kiev. “Os ataques durante a noite de quinta-feira só mostram que Putin acha que pode agir com impunidade, atingindo áreas civis com armas avançadas”, afirmou. John Healey sublinhou que, “em vez de negociar seriamente a paz”, o Presidente russo está a provocar uma escalada do conflito.

Oreshnik, verdadeira ameaça ou propaganda russa: qual o perigo deste míssil hipersónico gabado por Putin e com capacidade nuclear?

“Estávamos perto o suficiente para ouvir as sirenes de ataque aéreo em Lviv durante a nossa viagem para Kiev. Foi um momento sério e uma lembrança gritante das vagas de drones e mísseis que atingem os ucranianos em temperaturas abaixo de zero. Não vamos tolerar isso”, garantiu. “É por isso que estamos determinados a colocar armamento de ponta nas mãos dos ucranianos”, acrescentou.