Ataques aéreos russos mataram pelo menos quatro pessoas e feriram outras seis perto da cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, anunciou esta terça-feira o governador regional na plataforma de mensagens Telegram.
Inicialmente, Oleg Synegubov anunciou que duas pessoas tinham sido mortas. No entanto, “o número de mortos no ataque inimigo nos arredores de Kharkiv subiu para quatro. Seis pessoas sofreram ferimentos de gravidade variável”, pode ler-se na publicação.
Horas antes do ataque, o governador da região tinha alertado os moradores para uma “ameaça de drones inimigos”.
No interior da capital regional, um ataque com drone atingiu também “uma clínica infantil no distrito de Shevchenkivskyi”, observou Igor Terekhov, presidente da câmara de Kharkiv — a segunda cidade mais populosa do país antes da invasão lançada por Moscovo, em fevereiro de 2022. O ataque neste distrito não resultou em vítimas, de acordo com os relatos iniciais, disse Synegubov, sem mencionar explicitamente a unidade de saúde pediátrica.
Na região de Zaporíjia (sudeste), ouviram-se explosões ligadas a um ataque russo, informou o governador local Ivan Fedorov no Telegram.
Em Kiev, o chefe da administração militar local, Tymur Tkachenko, pediu aos residentes da capital que fossem cautelosos perante um ataque contínuo de “mísseis balísticos” russos. A companhia nacional de eletricidade Ukrenergo ordenou cortes de energia elétrica de emergência na cidade devido aos danos causados pelo ataque russo.
Quase quatro anos após o invasão por parte da Rússia, a Ucrânia tem sido bombardeada diariamente. Moscovo tem atacado a infraestrutura elétrica ucraniana com drones e mísseis, provocando apagões em pleno Inverno.
Na segunda-feira, numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, a subsecretária-geral Rosemary DiCarlo alertou que 2025 foi o ano mais letal para os civis ucranianos — 2.514 mortes — desde 2022.
Ano de 2025 foi o mais letal para os civis ucranianos desde 2022
No total, desde o início da invasão da Ucrânia, o Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos verificou que pelo menos 14.999 civis foram mortos, incluindo 763 crianças, e 40.601 civis ficaram feridos, sendo que 2.486 eram menores.