As tropas norte-americanas no Mar das Caraíbas apreenderam mais um petroleiro que, segundo os Estados Unidos, tem ligações com a Venezuela, parte de um esforço mais amplo dos EUA para controlar o petróleo do país sul-americano.

“O petroleiro ‘Veronica’ já tinha passado por águas venezuelanas e estava a operar em desacordo com a quarentena estabelecida pelo Presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump para navios sancionados no [Mar das] Caraíbas”, escreveu esta quinta-feira nas redes sociais a secretária de Segurança Interna da administração norte-americana, Kristi Noem.

A governante norte-americana publicou um breve vídeo que aparenta mostrar parte da operação de captura do navio. As imagens, a preto e branco, mostravam helicópteros a sobrevoar o convés de um navio mercante, enquanto tropas armadas desciam ao convés por cordas.

O “Veronica” é o sexto navio-tanque apreendido pelas forças norte-americanas como parte do esforço da administração Trump para controlar a produção, refinação e distribuição global dos produtos petrolíferos da Venezuela.

Citado pela Reuters, o Comando Sul das Forças Armadas referiram que a operação apreenderam a embarcação “sem incidentes”. O petroleiro “estava a desafiar a quarentena estabelecida aos veículos sancionados nas Caraíbas”. “O único petróleo que sai da Venezuela será o petróleo que sai própria e legalmente.”

O petroleiro tinha a bandeira da Guiana e saiu de águas venezuelanas no início de janeiro. Este é também o terceiro desde que os Estados Unidos sequestraram o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, numa operação surpresa realizada em Caracas há cerca de duas semanas.

Na publicação nas redes sociais, Noem disse ainda que a operação foi realizada em “estreita coordenação” com as forças armadas, bem como com os departamentos de Estado e da Justiça.

“Os nossos heroicos homens e mulheres da Guarda Costeira mais uma vez garantiram uma operação executada com perfeição, segundo as normas do Direito internacional”, acrescentou Noem.