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O presidente dos EUA garante que “não há volta atrás” quanto ao eventual controlo norte-americano da Gronelândia. Donald Trump voltou a dizer que o território é “imprescindível” para a segurança nacional dos EUA.
“Não há volta atrás. Nisso todos concordam”, escreveu Donald Trump na Truth Social. “Como já deixei bem claro para todos, a Gronelândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial”, acrescentou o presidente norte-americano, revelando ter tido uma conversa telefónica com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, sobre a Gronelândia. No entanto, Trump não adiantou o que foi discutido nessa chamada.
Já antes de ter feito esta publicação, e antes também de embarcar numa avião a partir da Flórida, Donald Trump disse que os EUA precisam da ilha e reafirmou que a Dinamarca não conseguirá proteger aquele território. “Temos de ter [a Gronelândia]”, disse o presidente dos EUA aos jornalistas. “Eles [a Dinamarca] não podem protegê-la”, reiterou Trump, voltando a questionar a soberania de Copenhaga sobre aquele território. Trump diz que os dinamarqueses chegaram “num barco há 500 anos” e que isso não lhes “dá o direito de propriedade” sobre a ilha.
Na madrugada desta terça-feira (já manhã em Portugal Continental), Trump partilhou também uma imagem, gerada com recurso a Inteligência Artificial, na qual o próprio surge a hastear uma bandeira dos EUA na Gronelândia, ladeado pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, e pelo Secretário de Estado, Marco Rubio. Ao lado, pode ver-se uma placa com a inscrição “Gronelândia, território americano. 2026”.
Trump também publicou na Truth Social uma outra imagem, na qual o próprio surge com vários líderes europeus na Sala Oval da Casa Branca. Ao lado, está um mapa no qual os territórios da Gronelândia, do Canadá e da Venezuela estão pintados com as cores da bandeira dos EUA.
Na fotografia original, captada durante uma visita dos líderes europeus a Washington em agosto de 2025, percebe-se que o que foi exibido não foi o mapa agora exibido por Trump mas sim um outro mapa, da Ucrânia.