O PCP na Câmara Municipal de Lisboa requereu esta terça-feira esclarecimentos sobre o estado da iluminação pública e sobre a auditoria externa anunciada em 18 de dezembro, após relatos de mortes de animais por eletrocussão.

A auditoria externa anunciada pela Câmara de Lisboa abrangerá os 66.000 candeeiros e 75.000 luminárias da cidade, cuja idade média é elevada, e surge na sequência da morte de um cão na freguesia do Parque das Nações.

No requerimento, assinado pelo vereador do PCP na Câmara de Lisboa, João Ferreira, é questionada a autarquia sobre a existência de um plano de manutenção sistemática, sobre a substituição progressiva de luminárias e quadros de ramal sem proteção diferencial, sobre os custos e a duração da inspeção e sobre a interação técnica com a E-Redes.

A Câmara de Lisboa anunciou em 18 de dezembro do ano passado que iria contratar uma inspeção aos 66 mil candeeiros públicos na cidade na sequência de relatos sobre “eventuais situações de eletrocussões de animais”, que criaram “um clima de desconfiança”.

O anúncio foi feito pela vereadora do Planeamento do Espaço Público, Joana Baptista (independente indicada pelo PSD), na reunião pública da câmara, sendo que desde essa data não foram divulgadas mais informações sobre os resultados dessa auditoria.

A vereadora perspetivou na altura que no 1.º trimestre deste ano se tenha já uma indicação sobre o estado das luminárias da cidade, “que também permita à Câmara Municipal de Lisboa passar de uma ação, que é meramente reativa, para uma postura proativa e preventiva”.

Em novembro do ano passado, três cães morreram, alegadamente por eletrocussão em postes de iluminação pública, um na freguesia do Parque das Nações, em Lisboa, e dois no concelho de Odivelas.

A E-Redes esclareceu na altura que existia um cabo subterrâneo com o isolamento rasgado no local onde morreram os dois cães em Odivelas, mas não detetou qualquer anomalia na rede elétrica no caso da morte do animal em Lisboa.