As principais salas de cinema da África do Sul retiraram um documentário sobre a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, pouco antes da sua estreia, com o distribuidor a invocar “o clima atual”, noticiaram os media locais.

O meio de comunicação News24 tinha indicado na quarta-feira que o distribuidor sul-africano Filmfinity tinha retirado abruptamente o filme da programação.

Esta quinta-feira, véspera da sua estreia internacional, em 30 de janeiro, o documentário não estava em cartaz nos sites dos cinemas Nu Metro ou Ster Kinekor, as duas principais redes de salas do país.

“Tendo em conta o clima atual, o filme não será mais exibido em salas no território“, disse ao portal News24 Thobashan Govindarajulu, responsável de marketing do distribuidor.

Govindarajulu não especificou a que “clima” se referia e a agência de notícias France-Presse (AFP) adianta que não conseguiu contactar de imediato um representante da empresa para obter esclarecimentos.

O Governo sul-africano mantém relações tensas com a administração do Presidente Donald Trump, que criticou a posição de Pretória em várias questões de políticas internas e internacionais.

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Além de uma alegada “perseguição” aos africânderes – os descendentes dos primeiros colonos europeus -, a administração americana criticou várias vezes Pretória pela sua proximidade com Moscovo e pela sua acusação de “genocídio“, apresentada perante o Tribunal Internacional de Justiça (CIJ), contra Israel pela sua guerra em Gaza.

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