A presidente do Conselho de Opinião advertiu que o financiamento da RTP não é suficiente e que o rácio de quatro saídas para uma entrada não serve aquilo que são as necessidades do grupo de media público.
Deolinda Machado falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito da audição regimental do Conselho de Opinião (CO) da RTP.
“O financiamento não é suficiente”, alertou a responsável, salientando que são quase 100 milhões de euros em dívida à empresa por não haver atualização anual da contribuição para o audiovisual (CAV) ao valor da inflação.
“Não estamos a defender que se aumente a CAV, mas que se cumpra a lei”, insistiu a presidente do órgão.
Ora essa atualização não acontece há quase 10 anos, “em média são 10 milhões por ano, é muito dinheiro que faz falta à RTP para implementar toda a modernização que é necessária e para a gestão corrente”, apontou Deolinda Machado.
Presidente da RTP lembra que financiamento da empresa está “congelado desde 2016”
Quanto à situação dos trabalhadores, a presidente do CO reforçou que é uma questão de “extrema importância” e que o “rácio de quatro para um não serve aquilo que são as necessidades da RTP”.
No que diz respeito aos resultados operacionais negativos, “essa é a nossa preocupação fundamental” que está espelhada nos pareceres que o Conselho de Opinião tem dado, recordou.
“A curto prazo sabemos os investimentos em curso, mas a médio e longo prazo” não se sabe “o que se oferece no horizonte”, prosseguiu, questionado se o Serviço Público de Media “é ou não estratégico” para o país.
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