As últimas conferências de imprensa de Pep Guardiola têm sido pautadas por temas densos, sérios e preocupantes. O treinador do Manchester City tem aproveitado os compromissos com a comunicação social para se insurgir contra a guerra na Ucrânia, em Gaza ou no Sudão, comentando também o que está a passar nos EUA e questionando o momento instável da geopolítica internacional. Esta semana, porém, fez diferente.

Depois de uma vitória tirada a ferros em Anfield contra o Liverpool, o Manchester City recebia o Fulham de Marco Silva com a ideia de que um triunfo significava desde logo a manutenção dos seis pontos de distância para a liderança do Arsenal — até porque os gunners só entram em campo esta quinta-feira, ou seja, um encurtamento da desvantagem mesmo que à condição podia ser também um instrumento de pressão adicional para a equipa de Mikel Arteta.

Guardiola foi sorrir ao sítio onde raramente é feliz: City vence Liverpool em Anfield e mantém-se vivo na corrida pelo título

Nesse contexto e depois de uma fase com muitas lesões no eixo defensivo, obrigado a colocar o jovem Max Alleyne e salvo pela contratação de Marc Guéhi, Pep Guardiola foi questionado sobre a integração de um dos centrais mais regulares da temporada dos citizens: Abdukodir Khusanov, o jovem do Uzbequistão que chegou à Premier League como um quase desconhecido. E o treinador espanhol recorreu ao humor para garantir que confia muito no jogador de apenas 21 anos.

“Bem, admito que ainda não fala inglês como William Shakespeare, mas está a melhorar cada vez mais. Percebe o que queremos, o que dizemos. É tão inteligente. Normalmente tem-se a opinião de que ele é muito físico, muito forte e tão rápido que não consegue pensar. Com o Khusa é completamente o oposto, está sempre a tomar boas decisões”, defendeu Guardiola, que também deixou rasgados elogios a Marco Silva.

Assim, esta quarta-feira e no Etihad, Pep Guardiola lançava Phil Foden e Semenyo no apoio a Haaland, com Bernardo no meio-campo em conjunto com Nico O’Reilly e Rodri e Matheus Nunes na direita da defesa e Rúben Dias no eixo defensivo. Do outro lado, num Fulham que vinha de três derrotas nos últimos quatro jogos, Marco Silva apostava em Raúl Jiménez como referência ofensiva, com Emile Smith Rowe nas costas do avançado mexicano.

O Manchester City resolveu o jogo na primeira parte. Semenyo abriu o marcador ainda na meia-hora inicial (24′), Nico O’Reilly aumentou a vantagem logo a seguir (30′) e Haaland deixou tudo praticamente fechado antes do intervalo (39′). Pep Guardiola começou a gerir logo ao intervalo, trocando Haaland por Marmoush, e a segunda parte acabou por já não trazer nada de novo. No fim, o Manchester City venceu o Fulham e somou a terceira vitória consecutiva, colocando-se à condição a três pontos da liderança do Arsenal e pressionando desde já os gunners.