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O canal principal do lado direito do rio Mondego partiu esta quinta-feira de manhã e está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão.

Marcelo Gustavo, autarca no concelho de Montemor-o-Velho, explicou à agência Lusa que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água.

“Não é propriamente um colapso do dique, é um canal de rega que rebentou”, confirmou o presidente da câmara de Montemor-o-Velho ao Observador. José Veríssimo, que tinha estado no local pouco tempo antes, disse que o canal “está completamente destruído” sendo que “a parte do dique tem um grande rombo porque o canal está encostado, mas não está completamente” colapsado. É uma situação diferente da que se passou ontem em Casais, em que o

Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.

Este é o terceiro incidente decorrente das cheias que têm atingido a zona do Baixo Mondego.

Trava os caudais dos rios, pode abrir de forma controlada e a manutenção é essencial. Como funciona o dique que cedeu no Mondego?

Na quarta-feira, por volta das 17h00, parte do dique da margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, também colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.

O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.

As imagens de drone que mostram como ficou a A1 após desabar em Coimbra

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

[Gregorian Bivolaru dá todos os passos do manual de manipulação. Mas quem vive no interior da seita vai demorar a perceber. Ouça o terceiro episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio e o aqui o segundo.]

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.