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Witkoff saúda "progresso significativo" nas negociações sobre Ucrânia

Este artigo tem mais de 6 meses

Negociações que Rússia descreve como "muito tensas" duraram seis horas. Ucranianos foram liderados por Rustem Umerov, ex-ministro da Defesa, e russos por Vladimir Medinski, conselheiro presidencial.

epa12749240 Journalists gather outside the entrance of the Intercontinental Hotel in Geneva, Switzerland, on 17 February 2026. The United States, Ukraine, and Russia are meeting in Geneva to discuss a peace plan aimed at ending the war.  EPA/CYRIL ZINGARO
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CYRIL ZINGARO/EPA

CYRIL ZINGARO/EPA

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Steve Witkoff, enviado do Presidente norte-americano, elogiou esta quarta-feira o “progresso significativo” alcançado no primeiro dia das negociações trilaterais entre a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos, em Genebra.

“O sucesso do Presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump em reunir os dois lados desta guerra trouxe um progresso significativo”, disse Witkoff, sobre as conversas realizadas na terça-feira.

“Ambos os lados concordaram em informar os seus respetivos líderes e continuar a trabalhar no sentido de um acordo”, acrescentou o enviado, na rede social X.

A agência de notícias France-Presse, citando uma fonte próxima da delegação russa, escreveu que as negociações de terça-feira “foram muito tensas” e duraram seis horas, à porta fechada, num hotel da cidade suíça.

As negociações ocorreram com uma dezena de participantes ucranianos, liderados pelo ex-ministro da Defesa Rustem Umerov, e russos, encabeçados pelo conselheiro presidencial Vladimir Medinski, além de Steve Witkoff e do genro de Trump, Jared Kushner.

Rustem Umerov disse na plataforma de mensagens Telegram que “os debates centraram-se em questões práticas e nos mecanismos para chegar a possíveis soluções”.

“Após a sessão plenária, o trabalho continuou em grupos de trabalho por áreas prioritárias”, com reuniões dos “blocos político e militar”, acrescentou o dirigente ucraniano.

O antigo ministro da Defesa especificou que tinha relatado estas discussões “durante uma reunião separada com representantes dos parceiros norte-americanos e europeus”.

Em Genebra estiveram igualmente presentes representantes da Alemanha, França, Reino Unido e Itália.

As negociações em Genebra aconteceram horas depois de as forças armadas da Rússia terem lançado um novo ataque contra várias regiões da Ucrânia, utilizando mísseis de cruzeiro e drones.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, considerou este um “ataque maciço”, “deliberadamente calculado para causar o maior dano possível ao nosso setor energético”.

Este ataque aconteceu uma semana antes do quarto aniversário do início da invasão, lançada em 24 de fevereiro de 2022.

Ucranianos e russos deverão retomar esta quarta-feira as negociações em Genebra, sob mediação dos Estados Unidos, para tentar encontrar uma solução para quatro anos de conflito.

As partes estão a trabalhar com base no plano norte-americano divulgado há alguns meses, que inclui, nomeadamente, concessões territoriais da Ucrânia em troca de garantias de segurança ocidentais.

No entanto, as negociações estão paralisadas devido ao destino do Donbas, o principal pólo industrial do leste da Ucrânia. Moscovo exige que as forças ucranianas se retirem das zonas que ainda controlam na região de Donetsk, uma exigência que Kiev recusa.

As negociações em Genebra seguem-se a duas recentes rondas de conversações em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que não produziram avanços significativos.

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