A fabricante alemã de automóveis BMW anunciou esta sexta-feira a implantação, pela primeira vez, de robôs humanoides numa das suas fábricas para automatizar certas tarefas de produção, sem prever a eliminação de postos de trabalho.
A partir do próximo verão, será lançada uma fase piloto de vários meses na fábrica de Leipzig, em que dois robôs com aparência humana, desenvolvidos pela empresa sueca Hexagon, ajudarão os funcionários em tarefas essenciais para a produção de veículos.
Durante uma apresentação à imprensa em Munique, citada pela AFP, o futuro presidente do Conselho de Administração da BMW e atual diretor de produção, Milan Nedeljkovic, destacou que a inteligência artificial (IA) integrada nesses robôs era “suficientemente inteligente” para “permitir que tomem as suas próprias decisões”, integrando-se totalmente no ambiente industrial.
Batizado de AEON, o robô humanoide — dotado de uma cabeça e dois braços –— mede 1,65 metros e pesa 60 quilos.
Movendo-se sobre duas rodas, pode manipular e transportar de forma autónoma diferentes componentes numa fábrica totalmente digitalizada.
Com os seus 22 sensores e diferentes tipos de câmaras, o robô tem “plena consciência do seu ambiente” e consegue “encontrar o caminho ideal“, afirmou o presidente da Hexagon Robotics, Arnaud Robert.
Conta com uma autonomia de cerca de três horas e pode substituir a sua bateria em cerca de trinta segundos graças a uma estação de recarga automática.
O preço exato do robô não foi divulgado, mas, segundo Robert, trata-se de um valor “de seis dígitos“.
A automatização de processos com IA suscita cada vez mais receios de potenciais perdas de postos de trabalho.
Mas o responsável pela digitalização do grupo BMW, Michael Ströbel, garantiu que “não está prevista qualquer redução da mão de obra” com a chegada dos robôs.
Em janeiro, a gigante automóvel sul-coreana Hyundai revelou na Consumer Electronic Show (CES), de Las Vegas, a sua versão do robô humanoide Atlas, criado em colaboração com os seus criadores da Boston Dynamics, que pretende testar em fábricas.
Face à concorrência asiática, especialmente chinesa, a indústria automóvel alemã, em grande dificuldade, procura recuperar o atraso em termos de competitividade e inovação.
[Apesar de um mandado de captura europeu, Gregorian Bivolaru está clandestino em Paris. Lá, o guru continua a receber discípulas para “iniciações secretas”. Ouça o quinto e penúltimo episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro e aqui o quarto]