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Hezbollah ataca Israel desde o Líbano e exército israelita retalia

Este artigo tem mais de 6 meses

Exército israelita diz ter intercetado um projétil que cruzou do Líbano, não havendo danos ou vítimas a registar e garante "resposta vigorosa contra o Hezbollah em todo o Líbano".

epaselect epa12787737 A Hezbollah supporter carries a portrait of the late Iranian Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei and the Iranian flag during a gathering in solidarity with the Islamic Republic of Iran in the Dahieh suburb of Beirut, Lebanon, 01 March 2026. Hundreds of Hezbollah supporters gathered to express their solidarity with the Islamic Republic of Iran and condemn the killing of the late Iranian Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei. According to a statement from Iranian state media issued on 01 March 2026, Khamenei was killed in an airstrike during a joint United States (US) and Israeli military campaign that began on 28 February 2026.  EPA/WAEL HAMZEH
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WAEL HAMZEH/EPA

WAEL HAMZEH/EPA

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Israel anunciou esta segunda-feira ter registado vários mísseis lançados do Líbano contra zonas do norte do país, ataques reivindicados pelo grupo xiita Hezbollah, num contexto de escalada bélica regional após Israel e Estados Unidos atacarem o Irão.

Vários alertas foram ativados no norte de Israel após os ataques, pouco depois da meia-noite (22h00 de domingo em Lisboa), de acordo com informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (FDI, na sigla em inglês) na plataforma de mensagens Telegram.

As FDI garantiram que estavam a responder com bombardeamentos em território libanês.

“A Força Aérea intercetou um projétil que cruzou do Líbano (…) Não foram relatados danos ou vítimas”, anunciou o exército israelita, notando que outros projéteis caíram em áreas abertas.

O Hezbollah reivindicou posteriormente a autoria dos ataques, que foram dirigidos ao sul de Haifa, de acordo com um comunicado do grupo, divulgado por meios de comunicação como a emissora do Qatar Al Jazeera.

De acordo com esta informação, o grupo xiita atacou Israel “em vingança pelo sangue do imã Khamenei”.

“A nossa resposta é de legítima defesa”, acrescentou.

As FDI garantiram estar a responder a estes ataques “de forma vigorosa” com bombardeamentos dirigidos contra “a organização terrorista Hezbollah em todo o Líbano”, que acusou de “operar sob os auspícios do regime terrorista iraniano”.

“As FDI estavam preparadas para este cenário como parte das operações de combate no âmbito da operação Rugido do Leão”, como batizaram o ataque conjunto com os Estados Unidos contra o Irão no sábado.

Esta troca de fogo e acusações ocorre num contexto de escalada bélica regional após o bombardeamento de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, que causou a morte do líder supremo iraniano, do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, além de vários altos oficiais militares, deixando um saldo total de mais de 200 vítimas mortais.

Israel bombardeia regularmente o Líbano com o objetivo de enfraquecer o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão.

Sem Khamenei, Guarda Revolucionária deve radicalizar regime iraniano. “Pode ficar brutal como a Coreia do Norte”

O Irão, por sua vez, bombardeou Israel, causando nove mortos, e os países aliados dos Estados Unidos na região onde Washington mantém bases militares, como Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos, onde também deixou três vítimas mortais.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

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