Na manhã desta terça-feira há um eclipse lunar, uma “Lua de Sangue” que durará quase uma hora (56 minutos). A cor vermelha da Lua, que denomina o fenómeno, vem do Sol, que se colocará de um lado do planeta Terra, enquanto a Lua estará do lado exatamente oposto. A sombra proporcionada pela Terra faz com que a superfície lunar seja atingida por uma luz filtrada por uma espessa camada da atmosfera terrestre. “É como se todos os nasceres e pores do sol do mundo fossem projetados na Lua“, que, “quanto mais poeira ou nuvens houver na atmosfera terrestre durante o eclipse”, mais vermelha parecerá explica a NASA. Mas para apreciar a beleza deste eclipse lunar vai ter de o seguir através de vários sites, como o da NASA, onde pode consultar também os locais e as horas do episódio.

A luz solar, sendo composta por um “arco-íris de componentes”, reflete não só “diferentes cores que têm diferentes propriedades físicas” como “cores com comprimentos de onda mais curtos — como o azul e o violeta — que se dispersam mais facilmente do que cores com comprimentos de onda mais longos — como o vermelho e o laranja”, explica a agência. “Como esses comprimentos de onda mais longos conseguem atravessar a atmosfera terrestre e os comprimentos de onda mais curtos se dispersam, a Lua adquire uma tonalidade alaranjada ou avermelhada durante um eclipse lunar“.

Mas só a partir de alguns lugares será possível observar o eclipse total e a cor avermelhada da Lua. “A totalidade [do eclipse] será visível ao entardecer no leste da Ásia e na Austrália, durante toda a noite no Pacífico e no início da manhã na América do Norte e Central e no extremo oeste da América do Sul. O eclipse será parcial na Ásia Central e em grande parte da América do Sul. Não haverá eclipse visível na África ou na Europa”, adianta a NASA.

O eclipse total dá-se quando toda a Lua fica tapada pela sombra avermelhada proporcionada pela Terra. Ou seja, só ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua. E, para que isto aconteça, os três corpos celestes têm de estar totalmente alinhados. No caso de um eclipse lunar parcial, o alinhamento entre os três corpos não é perfeito, o que já não resulta na cor avermelhada que compõe a Lua quando o eclipse total se verifica. Isto acontece porque a cores com um comprimento de onda mais curto já não têm de atravessar a atmosfera terrestre para atingir a superfície lunar.

Em oposição ao que acontece num eclipse solar — em que a Lua se coloca entre a Terra e o Sol — é a Terra que fica no meio de ambos os astros. Durante o fenómeno, à medida que a sombra da Terra obscurece a superfície lunar, as constelações podem ser mais fáceis de identificar do que normalmente são durante a Lua cheia.

Ao contrário dos eclipses solares, a NASA garante que é seguro observar a Lua com os olhos desprotegidos durante todos os tipos e fases de um eclipse lunar.

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