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O líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ari Larijani, assegurou esta segunda-feira que a segurança no estratégico Estreito de Ormuz não poderá ser restaurada enquanto durar a guerra com os Estados Unidos e Israel.

“É pouco provável que a segurança possa ser garantida no estreito de Ormuz no contexto da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel na região”, declarou Larijani, depois de França, com os aliados, ter anunciado preparativos para uma “missão defensiva” com o objetivo de reabrir essa passagem crucial para o comércio mundial do petróleo.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, motivado pela inflexibilidade do seu regime político nas negociações sobre o enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirmam destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

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Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos, entre os quais o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989.