Um homem, nascido no Líbano e naturalizado norte-americano, embateu com o veículo que conduzia contra uma sinagoga e escola judaica no Michigan, nos EUA, e acabou a ser morto pelo segurança do edifício. De acordo com a CNN Internacional, o homem abatido tinha na sua posse uma espingarda. Depois de ter sido avançado que o suspeito estava em fuga, a AssociatedPress confirma que foi morto pelo segurança, que ficou ferido.
O suspeito, identificado entretanto pelas autoridades como Ayman Mohamad Ghazal, entrou no edifício com o carro e avançou pelo corredor. Michael Bouchard, xerife do condado de Oakland, revelou aos jornalistas no local que já viu um vídeo que mostra o suspeito a conduzir “com um propósito”. As imagens do local mostram fumo negro a sair do edifício. “Por precaução, estamos a verificar o veículo em busca de engenhos explosivos improvisados ou qualquer outro tipo de explosivo”, informou ainda Bouchard.
Além do suspeito que foi morto no incidente desta quinta-feira, o único ferido direto em resultado do ataque foi o segurança do edifício, que foi levado para o hospital e que deverá “ficar bem”, disse Bouchard. Ao local acorreram várias autoridades e serviços de emergência norte-americanos, incluindo o FBI.
Ainda assim, pelo menos 30 agentes de várias forças de segurança foram levados para o hospital depois de inalarem fumo, ao serem chamados para o local do ataque e para retirarem as pessoas de dentro da sinagoga. “Muitos inalaram uma quantidade significativa de fumo e estão a ser tratados”, explicou Bouchard, depois de dizer que o edifício ficou “engolido” por chamas.
Numa conferência de imprensa ao final da tarde (perto das 23h em Lisboa) as autoridades explicaram que o incidente está a ser tratado como “um ato de violência dirigido à comunidade judaica”. E o xerife deixou uma mensagem: “Se acham que podem fazer da comunidade judaica um alvo neste condado ou neste Estado, estão errados. Não só nos colocaremos à frente deles para os proteger, como iremos atrás de vocês”.
Segundo a Associated Press, Ghazali chegou aos EUA em 2011 com um visto que lhe foi atribuído por ser cônjuge de um cidadão norte-americano, e obteve a cidadania norte-americana em 2016, segundo o Departamento de Segurança Interna.
Numa mensagem de texto enviada para os membros da sinagoga, citada pelo The New York Times, explicou-se que “o lockdown ainda está em vigor, mas o atirador foi neutralizado”. “O bloqueio permanecerá em vigor até que se saiba se o atirador agiu sozinho. Todas as crianças e funcionários foram localizados”, detalhou-se ainda.
De acordo com a ABC News, as escolas da área também foram colocadas de imediato em lockdown. A federação judaica de Detroit ordenou também o encerramento preventivo de todas as organizações judaicas da região.
“Estamos cientes de um incidente de segurança em andamento no Templo Israel. As forças policiais estão a caminho. As nossas agências judaicas estão em confinamento preventivo. Pedimos aos membros da comunidade que se mantenham afastados da área neste momento”, começou por publicar a federação nas redes sociais.
Nota: notícia atualizada às 9h30 de sexta-feira com a informação de que o suspeito é um cidadão nascido no Líbano e que adquiriu a nacionalidade norte-americana em 2016