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O Irão anunciou esta sexta-feira uma nova vaga de ataques contra Israel e alvos norte-americanos em países do Golfo Pérsico, tendo explosões sido ouvidas também no sul de Beirute, com a comunicação social a noticiar ataques israelitas.

A Guarda Revolucionária iraniana publicou um comunicado, divulgado pela agência Fars, no qual detalhou os alvos da 83.ª vaga de bombardeamentos, desta vez dirigida contra a localidade israelita de Modiin e os depósitos de petróleo de Ashdod, uma das maiores refinarias de Israel, bem como as bases militares de Al Dafra (Emirados Árabes Unidos), Al Adairi e Ali Al Salem (Kuwait) e Sheikh Isa (Bahrein).

As Forças de Defesa de Israel (FDI) identificaram, por sua vez, pelo menos duas salvas de mísseis sobre o país, que não causaram feridos nem vítimas, de acordo com serviços de emergência israelitas.

O Exército do Kuwait afirmou ter intercetado drones, tal como o Ministério da Defesa da Arábia Saudita.

Os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciados no passado dia 28 de fevereiro, provocaram a resposta de Teerão sob a forma de lançamentos constantes de mísseis sobre Israel e bases militares norte-americanas no Golfo.

Entretanto, explosões foram ouvidas no sul de Beirute nas primeiras horas desta sexta-feira, de acordo com jornalistas da agência France-Presse (AFP), com os meios de comunicação locais a noticiarem ataques israelitas.

Imagens da AFP mostraram fumo a subir dos subúrbios a sul da capital libanesa, considerada por Israel como um reduto do movimento pró-Irão Hezbollah. Não se sabe para já se o ataque causou vítimas.

Esta zona tem sido alvo de ataques regulares desde que o Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente, a 2 de março.

O exército israelita não emitiu qualquer aviso ou pedido de evacuação prévia na zona atingida pelo ataque.

Normalmente densamente povoada, esta área ficou praticamente deserta desde o início das hostilidades.

O Líbano foi arrastado para a guerra no início de março, quando o Hezbollah, apoiado por Teerão, começou a disparar foguetes contra Israel para vingar o assassínio do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva americano-israelita no Irão.

Enquanto Israel manifesta determinação em intensificar a campanha militar contra o movimento islamista, este último reivindicou uma série de ataques contra as tropas israelitas que estão a realizar uma incursão terrestre no sul do Líbano.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na quarta-feira que Israel estava a alargar uma “zona tampão” no Líbano para “afastar a ameaça dos mísseis” do Hezbollah.

O movimento declarou que combatentes continuavam esta sexta-feira contra as tropas israelitas no sul do Líbano.

Na quinta-feira, meios de comunicação oficiais noticiaram ataques mortíferos de Israel em várias zonas do sul do país. O Hezbollah reivindicou mais de 90 ataques contra alvos israelitas no interior do Líbano e do outro lado da fronteira.

Por seu lado, o exército israelita declarou na quinta-feira que dois soldados foram mortos no sul do Líbano, enquanto os serviços de emergência israelitas indicaram que um foguete disparado a partir do Líbano matou um homem na região de Nahariya, no norte de Israel.

De acordo com as autoridades libanesas, os ataques israelitas realizados desde 2 de março causaram pelo menos 1.116 mortos, incluindo 121 crianças, e mais de um milhão de pessoas foram deslocadas.