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Os rebeldes Houthis do Iémen afirmaram esta segunda-feira ter lançado um novo ataque contra Israel, nomeadamente à cidade de Eilat, em conjunto com o Irão e o movimento pró-iraniano libanês Hezbollah.

“O grupo, em colaboração com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (…) e a resistência islâmica no Líbano [Hezbollah], lançou uma salva de mísseis de cruzeiro e drones contra vários alvos vitais e militares pertencentes ao inimigo israelita“, afirmou o porta-voz militar dos rebeldes xiitas iemenitas, Yahya Saree, num comunicado.

Os Houthis, que controlam a maior parte do norte do Iémen, juntaram-se à guerra em 28 de março para apoiar o Irão, um aliado.

Anteriormente, os rebeldes iemenitas tinham lançado ataques contra Israel e visado navios no Mar Vermelho e no Golfo de Áden durante a guerra na Faixa de Gaza, afirmando agir em solidariedade com os palestinianos do Hamas.

A operação desta segunda-feira “atingiu com sucesso os seus objetivos”, indicou o porta-voz, sublinhando ainda que a milícia continuará com as “operações militares”.

Os rebeldes iemenitas reivindicaram um ataque no sábado contra o aeroporto Ben Gurion, no centro de Israel.

“Atacámos o aeroporto Ben Gurion, na região de Telavive, bem como alvos militares vitais no sul de Israel”, confirmaram na ocasião os Houthis, através da emissora Al Masirah, ligada aos rebeldes.

No sábado, o exército israelita anunciou ter detetado o lançamento de um míssil em direção a Israel a partir do Iémen.

Também no sábado, os Houthis anunciaram a detenção de várias pessoas acusadas de colaborar com os serviços secretos israelitas, alegando que o grupo tinha recolhido informações militares e económicas sensíveis no país.

O Serviço de Segurança e Informações, controlado pelos Houthis, referiu, num comunicado, que os detidos colaboraram diretamente com agências israelitas, incluindo os serviços de informações militares e a Mossad (serviços secretos).

De acordo com os Houthis, os suspeitos forneceram “coordenadas de instalações militares e de segurança, bem como informações relevantes sobre instalações económicas no Iémen”.

Os rebeldes não revelaram o número de detidos nem apresentaram provas que sustentem as alegações.

Em novembro, as autoridades Houthis anunciaram a detenção de vários iemenitas acusados de espionagem a favor de Israel.

No mesmo mês, um tribunal controlado pelos rebeldes condenou à morte 17 pessoas acusadas de espionagem a favor de Israel, dos Estados Unidos e da Arábia Saudita.

Organizações de defesa dos direitos humanos e as Nações Unidas têm manifestado repetidamente preocupação com estas detenções, defendendo que muitos detidos, incluindo trabalhadores humanitários, foram acusados de espionagem sem provas suficientes nem o devido processo legal.

Os Houthis integram o chamado “eixo de resistência” liderado pelo Irão contra Israel, de que fazem parte outros grupos radicais da região, como o libanês Hezbollah e os palestinianos Hamas e Jihad Islâmica.