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O Governo manifestou a solidariedade de Portugal com Angola pelos danos e mortes, de pelo menos 45 pessoas, causados pelas cheias que afetaram o país nos últimos dias, anunciou esta quarta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“Portugal manifesta a sua profunda solidariedade para com o Governo e o povo de Angola pelas perdas humanas e pelos danos causados pelas graves cheias que afetaram o país nos últimos dias”, comunicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros nas redes sociais.

“Os nossos pensamentos estão com as vítimas e [as] suas famílias”, concluiu-se.

O número de mortos em consequência das chuvas em Angola aumentou para 45, com o Serviço de Proteção Civil e Bombeiros a atualizar o balanço nas províncias de Benguela e Luanda para 39 mortos, cinco desaparecidos e 15 feridos, noticiou terça-feira a Lusa.

O balanço síntese sobre as consequências das chuvas em Benguela e Luanda indicou ainda que foram afetadas 51.275 pessoas, 9.511 casas inundadas, 607 casas desabadas, bem como 23 escolas, cinco centros de saúde, 56 postes elétricos danificados, registando-se igualmente o deslize de 35 ravinas.

Na capital angolana, Luanda, foram registados 13 óbitos, cinco desaparecidos e o ferimento de uma pessoa.

Em Benguela, 26 pessoas morreram, quatro estão desaparecidas e 15 ficaram feridas.

Segundo o Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, a situação atual é de normalidade, estando em curso várias ações de âmbito multissetorial, com destaque para operações de sucção de água em residências inundadas e ruas alagadas, apoio alimentar, fornecimento de água potável, saneamento básico e distribuição de vestuário e outros bens à população afetada, bem como o reforço da vigilância epidemiológica.

De acordo com as informações recolhidas pela Lusa, além de Luanda e Benguela, o governo da província do Cuanza Sul reportou a morte de quatro pessoas e a proteção civil de Malanje avançou dois óbitos em consequência das chuvas do último fim de semana.

Na segunda-feira, o Presidente angolano manifestou profunda preocupação com os estragos provocados pelas chuvas intensas que atingiram várias regiões do país nos últimos dias e disse que as autoridades estão numa corrida contra o tempo para localizar e resgatar desaparecidos.

João Lourenço expressou condolências às famílias enlutadas e garantiu máximo empenho do executivo no apoio às pessoas afetadas.