O congressista norte-americano Eric Swalwell que estava a concorrer para as eleições para governador da Califórnia anunciou, na noite deste domingo, a suspensão da sua campanha após ter sido acusado de agressão sexual a ex-funcionárias do seu gabinete.
“À minha família, equipa, amigos e apoiantes, peço profundamente desculpa pelos erros de julgamento que cometi no passado”, escreveu o democrata na rede social X, acrescentando: “Vou lutar contra as alegações graves e falsas que foram feitas — mas essa é a minha luta, não a de uma campanha”.
I am suspending my campaign for Governor.
To my family, staff, friends, and supporters, I am deeply sorry for mistakes in judgment I’ve made in my past.
I will fight the serious, false allegations that have been made — but that’s my fight, not a campaign’s.
— Eric Swalwell (@ericswalwell) April 13, 2026
Swalwell, de 45 anos, liderava as sondagens para substituir o atual governador, o também democrata Gavin Newsom. Porém, na semana passada, o jornal The San Francisco Chronicle e a CNN revelaram as denúncias que o deputado agora enfrenta. O Ministério Público de Manhattan está a investigar o caso.
De acordo com os dois jornais, uma das ex-funcionárias de Swalwell afirma que o congressista a violou quando estava bêbeda, deixando-a com hematomas e a sangrar. “Eu empurrava-o e dizia ‘não’“, contou, revelando que o episódio ocorreu em 2024.
Outras três mulheres que falaram com a CNN também alegaram vários tipos de conduta sexual imprópria por parte do democrata.
Eric Swalwell negou todas as acusações de que é alvo. “Estas alegações de agressão sexual são totalmente falsas. Absolutamente falsas. Isto não aconteceu. Nunca“, disse num vídeo publicado na rede social X. “E lutarei contra as acusações com todas as minhas forças”, reiterou.
Hear it directly from me. These allegations are flat false. And I will fight them. pic.twitter.com/bQSlCquD1U
— Rep. Eric Swalwell (@RepSwalwell) April 11, 2026
No domingo, mais de 50 ex-funcionários tinham pedido a Swalwell que desistisse da corrida ao cargo de governador da Califórnia. No comunicado, citado pelo The New York Times, pode ler-se que “Ninguém está acima da lei. Nem um congressista. Nem um candidato a governador. Ninguém”.
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