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UE gastou mais 22 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis devido à guerra no Irão

Este artigo tem mais de 6 meses

Petróleo volta a ultrapassar os 100 dólares após falha nas negociações EUA-Irão. Comissário europeu anuncia resposta à crise energética para breve.

Um automobilista abastece a sua viatura num posto de combustíveis, em virtude de mais um aumento na próxima segunda-feira, em Lisboa, 20 de março de 2026. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
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▲A Comissão Europeia já tinha anunciado que, desde o início da guerra no Irão, a UE tinha gasto mais 14 mil milhões de euros do que o habitual com a importação de combustíveis fósseis

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

▲A Comissão Europeia já tinha anunciado que, desde o início da guerra no Irão, a UE tinha gasto mais 14 mil milhões de euros do que o habitual com a importação de combustíveis fósseis

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

A União Europeia (UE) gastou mais 22 mil milhões de euros do que o habitual em importações de combustíveis fósseis devido à guerra no Irão, indicou esta segunda-feira um comissário europeu, que prometeu apresentar medidas para o setor na próxima semana.

“44 dias de conflito no Médio Oriente. Mais 22 mil milhões de euros na nossa conta de combustíveis fósseis”, escreveu o comissário europeu para a Energia e Ambiente, Dan Jørgensen, numa publicação na rede social Instagram.

O comissário afirmou que este é o momento de proteger “quem precisa”, de “mudar o rumo das coisas” e garantir que a UE se torna “verdadeiramente independente em termos energéticos”.

“Na próxima semana, iremos apresentar novas medidas para responder à crise energética”, anunciou o comissário.

Numa imagem a acompanhar esta publicação, Dan Jørgensen defende que a “única maneira” de a UE deixar de ter crises energéticas é garantir uma “transição para fontes limpas produzidas localmente” e “eletrificar a sua economia”.

Em 31 de março, .

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) mundial.

Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços.

A escalada do conflito no Médio Oriente, região crucial para o fornecimento global de combustíveis fósseis, está a provocar uma subida acentuada dos preços.

Esta segunda-feira, após os Estados Unidos e o Irão não terem chegado a acordo nas negociações que se realizaram este fim de semana no Paquistão, o preço do barril de petróleo voltou a ultrapassar os 100 dólares, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado um bloqueio ao Estreito de Ormuz.

Embora, ainda na semana passada, a Comissão Europeia tenha reiterado que o abastecimento energético está de momento garantido, a volatilidade nos mercados globais de gás, petróleo e eletricidade continua a pressionar consumidores e indústrias.

A UE enfrenta, assim, uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.

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