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Atirador fez um morto e treze feridos nas pirâmides de Teotihuacán, no México. Suicidou-se após o ataque

Este artigo tem mais de 6 meses

Um homem fez vários disparos na área arqueológica das pirâmides de Teotihuacán, no México, e matou pelo menos uma pessoa. Após o ataque, o atirador, Julio César Ramírez, suicidou-se.

Pirâmide da Lua, em Teotihuacan
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NurPhoto via Getty Images

NurPhoto via Getty Images

Um atirador matou uma mulher canadiana e fez treze feridos na terça-feira, nas pirâmides de Teotihuacán, avançou a imprensa mexicana e espanhola. Situado no México, o complexo de pirâmides é uma das maiores atrações arqueológicas do mundo. O autor do ataque, o mexicano Julio César Jasso Ramírez, suicidou-se no final.

Segundo imagens partilhadas por turistas que estavam no local (e entretanto validadas por órgãos de comunicação como o jornal mexicano Excelsior), o atirador — que vestia uma camisa às riscas pretas e brancas, calças escuras e tinha uma máscara a tapar-lhe a boca e o nariz — subiu alguns degraus da Pirâmide da Lua (uma das duas pirâmides que compõem esta área arqueológica) e disparou daquele local.

Além de uma vítima mortal, registaram-se treze feridos (seis americanos, três colombianos, duas brasileiras, uma canadiana e um russo), detalhou secretaria de Segurança Pública do Estado do México, oito dos quais permanecem hospitalizados. Segundo esta secretaria, alguns destes feridos foram atingidos pelos disparos e outros sofreram fraturas e entorses nas quedas. O jornal Excelsior detalha ainda que uma pessoa foi assistida em virtude de um ataque de ansiedade. Um dos feridos era menor de idade.

Julio César Jasso Ramírez tinha 27 anos e morava no bairro de La Puríssima Ticomán, na Cidade do México. O título de eleitor do autor do atentado foi encontrado no local do crime e divulgado pelas autoridades. Ainda não se apurou o motivo do crime e as investigações continuam, a fim de perceber como o atacante introduziu a arma de fogo no recinto, apesar das medidas de segurança significativas.

Num dos vídeos divulgados ouve-se a voz de uma mulher a gritar “Chamem a polícia”, enquanto se escutam disparos. Ao mesmo tempo, alguns outros visitantes aparentam estar confusos e a questionar-se se se tratavam mesmo de disparos de uma arma de fogo.

No local do ataque estiveram ambulâncias e membros da Guarda Nacional do México e do Exército do país. As autoridades no local apreenderam, além da arma de fogo usada pelo atirador, vários cartuchos e uma arma branca.

Pirâmide da Lua, em Teotihuacan, onde um atirador matou uma pessoa a 20 de abril de 2026

AFP via Getty Images

Em reação na rede social X, a Presidente do México Claudia Sheinbaum escreveu que os acontecimentos desta segunda-feira provocaram uma dor profunda: “Expresso a minha mais sincera solidariedade para com as pessoas afetadas e as suas famílias.”

A governante adiantou ainda manter-se “em contacto com a embaixada do Canadá”. “Dei ordem ao Gabinete de Segurança para que investigue a fundo este acontecimento e para que disponibilize todo o apoio. Estou a acompanhar a situação”, lê-se ainda na publicação.

O embaixador do canadá no México, Cameron MacKay, expressou a profunda tristeza pelo sucedido em Teotihuacán numa publicação do X, onde ofereceu “sinceras condolências” às famílias e entes queridos das vítimas. Também o homólogo americano, Ronald D. Johnson, destinou “orações aos afetados e às famílias”.

Segundo o comunicado emitido pelo Instituto Nacional de Antropologia e Historia do México, o complexo arqueológico de Teotihuacán permanece encerrado até novo aviso.

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