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Bloqueio naval contra Irão é necessário para chegar a acordo, diz Trump

Este artigo tem mais de 6 meses

Trump garante manter o bloqueio naval imposto a Teerão e a ameaça de destruir a República Islâmica, "incluindo os seus líderes", caso não seja alcançado um acordo.

epa12905632 US President Donald Trump speaks in the State Dining Room of the White House in Washington, DC, USA, 21 April 2026. The event honors over 100 National Collegiate Athletic Association (NCAA) national champions from various sports and universities.  EPA/DANIEL HEUER / POOL
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▲Apesar do cessar-fogo, o Presidente dos EUA decidiu manter o bloqueio naval levado a cabo contra os portos iranianos

DANIEL HEUER / POOL/EPA

▲Apesar do cessar-fogo, o Presidente dos EUA decidiu manter o bloqueio naval levado a cabo contra os portos iranianos

DANIEL HEUER / POOL/EPA

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurou que vai manter o bloqueio naval imposto a Teerão, apesar da prorrogação do cessar-fogo, porque, na sua opinião, só assim é possível alcançar um acordo.

Na terça-feira, Trump disse na rede social que detém, a Truth Social, que várias pessoas lhe disseram que “o Irão quer abrir o estreito [de Ormuz] imediatamente”, mas que respondeu: “Se fizermos isso, nunca haverá um acordo”.

“O Irão não quer o estreito de Ormuz fechado, querem-no aberto para poderem ganhar 500 milhões de dólares [426 milhões de euros] por dia (…) só dizem que o querem fechado porque eu o BLOQUEEI completamente (FECHADO!)”, acrescentou o presidente.

Por fim, Trump voltou a ameaçar destruir a República Islâmica, “incluindo os seus líderes”, caso não seja alcançado um acordo.

O cessar-fogo temporário declarado na ofensiva que os Estados Unidos (EUA) e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro expirava esta quarta-feira. Mas Trump anunciou na terça-feira, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.

Apesar do cessar-fogo, o Presidente dos EUA decidiu manter o bloqueio naval levado a cabo contra os portos iranianos, que, segundo o exército norte-americano, interrompeu 90% do comércio marítimo do Irão nos últimos 10 dias.

Washington e Teerão, que deverão retomar as negociações em breve, ainda não conseguiram chegar a acordo sobre a livre passagem pelo estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o comércio global, bloqueada por Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.

O Irão rejeitou as declarações de Trump sobre o cessar-fogo, afirmando ser inaceitável que a parte que “perde” a guerra dite os termos, e que o bloqueio naval é visto como se fosse um bombardeamento.

As conversações de paz entre os dois lados estão paradas, e a delegação norte-americana, chefiada pelo vice-presidente J.D. Vance, cancelou a viagem a Islamabade antes do anúncio da extensão do cessar-fogo por Trump.

Entretanto, representantes militares de mais de 30 países reúnem-se esta quarta-feira em Londres para preparar uma possível missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito de Ormuz após o conflito.

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa britânico, a reunião de planeamento de dois dias será realizada no Quartel-General Conjunto Permanente Britânico em Northwood, a norte da capital.

O objetivo é traduzir o consenso político alcançado na semana passada em Paris num plano militar detalhado que garanta a liberdade de navegação nesta via estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

O Reino Unido e a França estão a trabalhar para envolver o maior número possível de parceiros na missão, embora a lista de participantes na reunião militar em Northwood ainda não tenha sido divulgada.

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